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	<title>Geoscópio &#187; Gestão do risco</title>
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		<title>Leilões da dívida da semana (Itália com dúvidas e Espanha considerado positivo) &#8212; diário de bordo 541</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 09:37:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acto I &#8211; 30 de janeiro &#8211; ROMA: O Departamento do Tesouro italiano realizou dois leilões de dívida esta manhã, onde arrecadou €5,57 mil milhões, abaixo dos €6,8 mil milhões pretendidos. Os dois leilões com prazos a 5 e a 10 anos fixaram, no entanto, taxas de remuneração abaixo das ocorridas nas operações similares anteriores. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Acto I &#8211; 30 de janeiro &#8211; ROMA: O Departamento do Tesouro italiano realizou dois leilões de dívida esta manhã, onde arrecadou €5,57 mil milhões, abaixo dos €6,8 mil milhões pretendidos.</strong></p>
<p>Os dois leilões com prazos a 5 e a 10 anos fixaram, no entanto, taxas de remuneração abaixo das ocorridas nas operações similares anteriores. A 5 anos, o Tesouro italiano aceitou pagar uma taxa de 5,39%, contra 6,47% anteriormente. E a 10 anos, aceitou uma taxa de 6,08% contra 6,98% anteriormente.</p>
<p><strong>Acto II &#8211; 2 de fevereiro &#8211; MADRID: O Tesouro espanhol anunciou que arrecadou cerca de €4566 milhões em três leilões de dívida realizados hoje de manhã. Ligeiramente acima inclusive do limite máximo previsto de €4,5 mil milhões. Os juros que vai pagar aos tomadores das obrigações espanholas são inferiores aos de operações anteriores e aos que se estão a praticar no mercado secundário. Com esta operação, o Tesouro espanhol já colocou 25% das suas necessidades de financiamento em 2012 em apenas um mês e dois dias.</strong></p>
<p>Na colocação de obrigações espanholas (OE) a 3 anos, Madrid arrecadou €2522 milhões, a uma taxa média de juro de 2,861%, abaixo dos 3,784% em operação anterior. A procura em relação ao adjudicado foi inferior a operação anterior.</p>
<p>Na colocação de OE a 4 anos, o Tesouro espanhol arrecadou 983,9 milhões a uma taxa média de 3,455%, inferior a 4,02% em operação anterior. A procura foi superior à verificada em operação anterior.</p>
<p>Finalmente, na colocação a 5 anos, Madrid arrecadou €1050 milhões a uma taxa de 3,565%, significativamente inferior à de 5,544% na operação anterior. A procura foi idêntica à verificada na operação anterior.</p>
<p>O êxito destas operações de colocação de dívida na zona euro, e em particular nos países que sofreram maior stresse ao longo do ano passado, é atribuído, pelos analistas, ao papel que estará a desempenhar a linha de liquidez a 3 anos, conhecida pelo acrónimo LTRO, disponibilizada pelo Banco Central Europeu, já sob a chefia de Mário Draghi, no ano passado. Esta &#8220;bazuca&#8221; realizou uma primeira operação em dezembro onde os bancos da zona euro foram buscar quase €500 mil milhões. Está prevista uma segunda operação para o final de fevereiro e os prognósticos dos analistas indicam a possibilidade de uma corrida ao dobro daquele valor.</p>
<p><strong>Já depois do leilão, as yields (juros) das obrigações espanholas no mercado secundário estavam em alta em todas as maturidades. </strong>Os juros das OE a 10 anos subiram de 4,85% no fecho na quarta-feira para 4,93% às 10h30 de hoje, segundo dados da Bloomberg. A probabilidade de entrada em incumprimento da dívida espanhola num horizonte de cinco anos subiu ligeiramente, de 26,5% no fecho de quarta-feira para 26,8% a meio da manhã, já depois do leilão, segundo dados do relatório intercalar da CMA DataVision.</p>
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		<title>2 de fevereiro: Bernanke diz o óbvio &#8212; diário de bordo 540</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 09:28:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atacar o problema da sustentabilidade orçamental dos Estados Unidos não é incompatível com o objetivo de garantir que a retoma do crescimento económico prossiga. Os decisores em assuntos orçamentais devem evitar &#8220;dificultar desnecessariamente a retoma económica em curso&#8221;, disse quinta-feira Ben Bernanke, o presidente da Reserva Federal (o banco central norte-americano) perante a Comissão de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Atacar o problema da sustentabilidade orçamental dos Estados Unidos não é incompatível com o objetivo de garantir que a retoma do crescimento económico prossiga.</strong></p>
<p>Os decisores em assuntos orçamentais devem evitar &#8220;dificultar desnecessariamente a retoma económica em curso&#8221;, disse quinta-feira Ben Bernanke, o presidente da Reserva Federal (o banco central norte-americano) perante a Comissão de análise do orçamento da Câmara de Representantes dos Estados Unidos. &#8220;Felizmente os dois objetivos de alcançar uma sustentabilidade orçamental no longo prazo e de evitar ventos contrários adicionais no plano orçamental que prejudiquem a retoma económica em curso são totalmente compatíveis &#8211; aliás, reforçam-se mutuamente&#8221;, sublinhou.</p>
<p><strong>Particularmente perturbado</strong></p>
<p>Nesta intervenção perante os congressistas em Washington DC, o presidente do banco central manifestou-se preocupado com dois problemas críticos da economia americana &#8211; o disparo no desemprego de longa duração (que já domina 40% dos desempregados), um número que o deixou &#8220;particularmente perturbado&#8221;, e o trilho orçamental insustentável.</p>
<p>Bernanke referiu que o sector empresarial está a exportar e a produção industrial está a crescer, mas esse ponto forte da retoma americana em curso não se traduz no emprego.</p>
<p><strong>Possibilidade de uma crise orçamental súbita<br />
</strong><br />
Por outro lado, a &#8220;dinâmica [do défice] é claramente insustentável&#8221;, frisou o homem forte da Reserva Federal. O défice público será de mais de 4% do PIB no ano fiscal de 2017, disse aos congressistas, mesmo partindo do princípio que a economia estará, então, próxima do pleno emprego.</p>
<p>Nesta dinâmica pesa sobremaneira o envelhecimento da população norte-americana e o disparo dos custos da saúde. A forma de tapar este buraco tem sido o recurso ao endividamento externo com implicações previsíveis: &#8220;uma parte substancial do nosso rendimento futuro terá de ser devotado ao pagamento de juros aos detentores estrangeiros de dívida federal&#8221;.</p>
<p>Bernanke não colocou de lado inclusive &#8220;a possibilidade crescente de uma crise orçamental súbita&#8221;, se a trajetória se mantiver. Colocar a política orçamental num caminho sustentável &#8220;é uma prioridade de topo&#8221;, avisou.</p>
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		<title>1 de fevereiro: Portugal &#8212; Risco e juros continuam a descer&#8230; e Fitch muda discurso? &#8212; diário de bordo 539</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 08:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O processo de desanuviamento iniciado terça-feira nos mercados da dívida prossegue. Portugal foi, quarta-feira, de novo, o país em que se verificou a maior queda do nível de risco de default entre as oito dezenas de países monitorizados pela CMA DataVision. Segundo dados da CMA DataVision, o risco de incumprimento num horizonte de cinco anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O processo de desanuviamento iniciado terça-feira nos mercados da dívida prossegue. Portugal foi, quarta-feira, de novo, o país em que se verificou a maior queda do nível de risco de <em>default </em>entre as oito dezenas de países monitorizados pela CMA DataVision.<br />
</strong><br />
Segundo dados da CMA DataVision, o risco de incumprimento num horizonte de cinco anos está já abaixo do patamar dos 69%, tendo fechado em 68,55%. Chegou a baixar para 67,96% a meio da tarde, mas regressou ao patamar dos 68%.</p>
<p>Trata-se de uma descida significativa do nível máximo de 73,32% a 30 de janeiro. Esta quarta-feira baixou quase 3,5 pontos percentuais; no dia anterior baixara 2 pontos percentuais. O nível de risco baixou para o patamar de 26 de janeiro, antes do risco ter galgado os 70% no dia 27 de janeiro e de ter disparado para mais de 73% na segunda-feira.</p>
<p>As <em>yields</em> (juros) das obrigações do Tesouro no mercado secundário desceram significativamente, com quedas diárias entre 7,2% nos juros das OT a 10 anos e 11,8% nos juros das OT a 6 anos.</p>
<p>Os juros das OT a 3 anos desceram hoje de 23,25% para 21,55% e no caso das OT a 10 anos de 16% para 15,22%. Recorde-se que os juros das OT a 3 anos chegaram a atingir um máximo histórico de 24,56% e os das OT a 10 anos fixaram um outro máximo histórico de 17,39% na segunda-feira. No fecho de quarta-feira, apenas os juros das OT a 3 anos se encontram em valores acima de 20%.</p>
<p><strong>Mais um leilão em Lisboa&#8230;e Fitch diz que não há risco para a zona euro</strong></p>
<p>Num quadro de desanuviamento, já observado ontem, o leilão de dívida realizado pelo IGCP quarta-feira de manhã alcançou o objetivo de arrecadar €1,5 mil milhões em duas colocações de muito curto prazo, uma com maturidade em maio com um juro médio de 4,068%, inferior ao da operação anterior (que fora 4,346%), e outra com maturidade em julho com um juro médio de 4,463% (abaixo dos 4,74% na operação anterior). A procura por parte dos investidores foi respetivamente 2,8 e 2,6 vezes superior aos montantes adjudicados nas duas operações referidas, que arrecadaram montantes iguais (€750 mil cada).</p>
<p>Entretanto, David Riley, chefe da unidade de análise da dívida soberana da agência de notação Fitch, disse quarta-feira em Nova Iorque que &#8220;o governo [português] está empenhado e é credível&#8221;. Acrescentou que a estratégia seguida de trocar dívida por activos &#8220;é a certa&#8221; e que no curto prazo não encara Portugal como tendo um &#8220;risco significativo para o resto da zona euro&#8221;.</p>
<p>Recorde-se que a Fitch baixou, no ano passado, a notação da dívida soberana portuguesa para BB+, já no patamar das dívidas especulativas (vulgo &#8220;lixo&#8221;), e colocou-a em perspetiva negativa.</p>
<p><strong>Descidas importantes nos casos de Itália e Espanha<br />
</strong><br />
A quebra do risco português insere-se num movimento global de descida nos diversos periféricos da zona euro e mesmo entre os do &#8220;centro&#8221; que estiveram em stresse no ano passado.</p>
<p>O risco da Grécia desceu ligeiramente de 84,7% no fecho de terça-feira para 84,52% no fecho de hoje; o risco da Irlanda fechou abaixo dos 40%; o risco de Itália desceu para o patamar dos 28% (e com o custo dos <em>credit default swaps</em> abaixo dos 400 pontos base). Assistimos também às descidas no risco de Espanha, Bélgica, França e Áustria.</p>
<p>No mercado secundário, a descida dos juros dos títulos soberanos foi generalizada entre os países da zona euro que estiveram sob stresse até à pouco tempo, à exceção da Grécia. As oscilações nos juros, muito elevados, dos títulos gregos continuam a refletir os rumores positivos e posteriores desmentidos, e vice versa, que se vão sucedendo a propósito do acordo sobre a renegociação parcial da dívida soberana.</p>
<p>Há que referir como particularmente significativa a descida dos juros dos títulos italianos a 10 anos abaixo dos 6%; fecharam esta quarta-feira em 5,68%, segundo dados da Bloomberg. Os juros dos títulos italianos desceram do patamar crítico dos 7% em 11 de janeiro.</p>
<p>Também os juros das obrigações espanholas a 10 anos fecharam hoje em 4,85%, o valor mais baixo desde novembro de 2010.</p>
<p><strong>Fatores de acalmia</strong></p>
<p>A aposta em que o Banco Central Europeu vai ampliar a sua intervenção através da linha de liquidez a 3 anos (LTRO) no final de fevereiro (com um volume ainda maior de euros a entrar nos bancos da zona euro do que na primeira operação em dezembro que injetou quase €500 mil milhões) e através do programa de compra de títulos no mercado secundário (programa SMP criado por Jean-Claude Trichet, o anterior presidente do banco central), a par de uma expectativa otimista em relação ao acordo de reestruturação parcial da dívida grega estão a acalmar os investidores nestes mercados.</p>
<p>Segundo os <em>traders</em>, Portugal tem beneficiado de um envolvimento do BCE no mercado secundário nos últimos dias, bem como da diminuição do efeito dominó provocado pelo andamento das negociações da Grécia (que, alegadamente, estarão em fase de conclusão para a reunião do Eurogrupo de 6 de fevereiro). Itália e Espanha, por seu lado, beneficiam das expectativas sobre a próxima operação de LTRO a 3 anos no final de fevereiro e sobre a possibilidade de um &#8220;guarda-chuva&#8221; europeu e do FMI de mais de €1 bilião a ser concretizado até abril.</p>
<p><em>Aviso de precaução: Qualquer alteração negativa nestas variáveis que hoje influenciam positivamente os investidores na dívida soberana  provocará impacto negativo, como se verificou anteriormente. As oscilações são típicas destes processos de crise de dívida.</em></p>
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		<title>Grécia prato forte do Eurogrupo a 6 de fevereiro &#8212; diário de bordo 538</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 10:40:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O tema grego será o prato forte da próxima reunião do Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro) na segunda-feira. O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, tem em preparação um pré-memorando que será apresentado na reunião do Eurogrupo de 6 de fevereiro que desenhará o programa de reestruturação de dívida com os credores privados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O tema grego será o prato forte da próxima reunião do Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro) na segunda-feira. O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, tem em preparação um pré-memorando que será apresentado na reunião do Eurogrupo de 6 de fevereiro que desenhará o programa de reestruturação de dívida com os credores privados (que tem sido designado por PSI, do acrónimo em inglês para envolvimento do sector privado) bem como medidas adicionais de ajustamento orçamental que poderão chegar aos 2% do PIB.</strong></p>
<p><strong>&#8220;[Um corte] de muito maior dimensão do que o original&#8221;</strong></p>
<p>Venizelos revelou que o &#8220;corte-de-cabelo&#8221; (<em>hair cut</em>, na designação técnica) admitido pelos credores privados poderá ultrapassar os 70% do valor líquido presente da dívida em mãos desses investidores. E que depende do Banco Central Europeu se os títulos gregos que essa instituição detém serão incluídos no programa ou não, acrescentando que quer o Eurogrupo quer um grupo de trabalho designado por Euro Working Group equacionou todos os cenários possíveis. Venizelos afirmou que &#8220;estamos a tratar de um PSI de muito maior dimensão do que o original&#8221;.</p>
<p>Segundo a agência de informação Eurointelligence, o nível de 70% deriva dos credores privados aceitarem um juro de 3,6% (muito abaixo do patamar de mais de 4% que pretenderiam no início da negociação) nos novos títulos a 30 anos que receberão em troca da reestruturação dos títulos atuais.</p>
<p>O jornal alemão Financial Times Deutschland aponta para uma exigência alemã no envolvimento dos credores privados da dívida grega que poderá subir dos 70% referidos acima para 75%.</p>
<p>Entretanto o jornal Proto Thema fala da movimentação de Evangelos Venizelos para a presidência do PASOK, o partido que liderou o anterior governo e que é um dos três apoiantes do atual governo do primeiro-ministro Lucas Papademus.</p>
<p>As <em>yields</em> (juros) dos títulos gregos subiram terça-feira em todas as maturidades e a probabilidade de incumprimento da dívida aumentou mais de um ponto percentual, aparentemente &#8220;insensível&#8221; a estas notícias. </p>
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		<title>31 de janeiro &#8212; Final do primeiro mês: Descem o risco e os juros &#8212; diário de bordo 536</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 10:31:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acto I: primeiros sinais do desanuviamento ao final da manhã de 31 de janeiro. Ao final da manhã, a probabilidade de incumprimento da dívida soberana portuguesa baixou dos 73,31% no fecho de ontem para os 72,59% ao final da manhã de hoje, segundo dados da CMA DataVision, com base no comportamento das variações nos seguros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Acto I: primeiros sinais do desanuviamento ao final da manhã de 31 de janeiro. Ao final da manhã, a probabilidade de incumprimento da dívida soberana portuguesa baixou dos 73,31% no fecho de ontem para os 72,59% ao final da manhã de hoje, segundo dados da CMA DataVision, com base no comportamento das variações nos seguros contra o risco de default (<em>credit default swaps</em>, acrónimo cds). Depois do pico atingido ontem com um custo de 1554,69 pontos base desceu para 1531,66 pontos base.<br />
</strong><br />
Segundo dados da Markit, o valor dos &#8220;pontos à cabeça&#8221; (<em>upfront points</em>) na emissão dos cds está em 40,5 pontos &#8211; ontem, segundo o blogue ZeroHedge, estavam em 42-43 pontos. Na semana passada, quando a Markit divulgou pela primeira vez os dados, estavam em 39 pontos. A referência a este indicador começa a ocorrer quando os investimentos em títulos soberanos são considerados de alto risco &#8211; para o caso grego começou em setembro do ano passado nos relatórios diários da Markit.</p>
<p>O mesmo movimento de descida está a ocorrer no mercado secundário. As <em>yields</em> (juros) das obrigações do Tesouro (OT) estão hoje em descida em quase todas as maturidades. No caso das OT a 3 anos desceram de um máximo de 24,56% no fecho de segunda-feira para 24,10% ao final da manhã de hoje, segundo dados da Bloomberg. No caso das OT a 10 anos &#8211; que, em geral servem de referência nas comparações -, os juros desceram de 17,39%, um máximo no final do dia depois de um crescimento de dois dígitos ao longo do dia de ontem, para 16,43%, quase um ponto percentual a menos.</p>
<p>Refira-se que assistimos hoje a um movimento de descida no risco dos &#8220;periféricos&#8221; da zona euro tal como nos países do &#8220;centro&#8221; que estiveram em stresse recentemente. O efeito da cimeira europeia de ontem estaria a acalmar estes mercados financeiros.</p>
<p><strong>Efeitos a seguir</strong></p>
<p>Os analistas apontam cinco aspetos a monitorizar:</p>
<p>- o efeito &#8220;dominó&#8221; das negociações sobre a reestruturação parcial da dívida grega, cujo desfecho poderá implicar ou não um evento de crédito, mesmo que seletivo, com impacto no caso português, ainda que o plano de resgate a Portugal assegure condições de financiamento até maio de 2013;</p>
<p>- o efeito desanuviador do recuo da Alemanha em relação ao &#8220;comissário do orçamento&#8221; para a Grécia, e a provável realização de uma cimeira europeia específica sobre o tema grego no princípio de fevereiro (que, em termos práticos, necessitará de ter a negociação com os credores privados concluída até meados de fevereiro);</p>
<p>- a aprovação da estratégia do &#8220;compacto orçamental&#8221; defendido pela Alemanha e a França que apenas teve oposição de dois países não membros da zona euro, a Grã-Bretanha e a República Checa;</p>
<p>- o regozijo de Mário Draghi com o acordo obtido ontem em Bruxelas pelos 25 membros, que permite ao Banco Central Europeu (BCE), a que ele preside, prosseguir as &#8220;bazucas&#8221; que tem usado para intervir no mercado interbancário e no mercado secundário, através do programa SMP (que estará a comprar títulos soberanos no mercado secundário a uma média de €15 mil milhões por mês desde que foi lançado por Jean-Claude Trichet, o anterior presidente do BCE) e da facilidade de liquidez a 3 anos designada por LTRO que deverá ter uma segunda operação em final de fevereiro, especulando-se que poderá implicar uma procura de €1 bilião por parte dos bancos da zona euro, o dobro da anterior realizada em dezembro;</p>
<p>- a expectativa de que até final de abril, aquando da nova cimeira do Fundo Monetário Internacional (FMI), se complete o que a Eurointelligence designa como &#8220;chapéu de chuva&#8221; de mais de €1 bilião para a crise da dívida da zona euro, agrupando €500 mil milhões do futuro Mecanismo Europeu de Estabilização (que deverá começar a funcionar em junho de 2012, um saldo de €250 mil milhões do Fundo Europeu de Estabilização Europeia em vigor até junho de 2013, e €500 mil milhões através do FMI, segundo hoje refere o Financial Times Deutschland.</p>
<p><strong>Acto II: A tendência de descida verificada na manhã de terça-feira manteve-se. A probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa num horizonte de cinco anos desceu 2 pontos percentuais, baixando de 73,32% na segunda-feira, quando atingiu um máximo histórico (e o pico do primeiro mês do ano), para 71,26% no fecho de terça-feira, segundo dados da CMA DataVision.    </strong>        </p>
<p>Esta descida significativa traduziu-se numa quebra de mais de 80 pontos no preço dos seguros contra o risco de incumprimento (<em>credit default swaps</em>) que desceu de 1554,69 pontos base no fecho de segunda-feira para 1471,37 pontos base no encerramento deste mercado hoje. Os designados &#8220;pontos à cabeça&#8221; (<em>points upfront</em>) desceram de 42-43 pontos na segunda-feira para 40 pontos terça-feira, segundo dados da Markit.</p>
<p>O movimento de descida nas <em>yields</em> (juros) das obrigações do Tesouro (OT) no mercado secundário teve maior impacto nos juros das OT com o prazo a 3 anos e a 10 anos, que baixaram 1 ponto percentual em cada caso, depois de segunda-feira terem fixado máximos. Os juros a 10 anos desceram do máximo histórico de 17,39% ao final de segunda-feira para 16,39% no encerramento do mercado na terça-feira, segundo dados da CMA DataVision. Os juros a 3 anos desceram do pico de 24,48% na segunda-feira para 23,41% no fecho de terça-feira.</p>
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		<title>28 de janeiro: Alemanha encosta Grécia à parede (segundo &#8220;leak&#8221; no Financial Times) &#8212; diário de bordo 534</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 09:35:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O jornal Financial Times divulgou esta madrugada um documento que contém as duas condições fundamentais para o segundo pacote de resgate à Grécia passar no Eurogrupo (reunião dos ministros das Finanças dos membros da zona euro) e ter o visto positivo da troika, com vista à sua implementação. O documento estará a circular entre os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O jornal Financial Times divulgou esta madrugada um documento que contém as duas condições fundamentais para o segundo pacote de resgate à Grécia passar no Eurogrupo (reunião dos ministros das Finanças dos membros da zona euro) e ter o visto positivo da <em>troika</em>, com vista à sua implementação. O documento estará a circular entre os ministros das Finanças dos membros da zona euro. Na próxima segunda-feira reúne uma cimeira europeia informal.<br />
</strong><br />
A primeira é que os rendimentos do estado grego deem total prioridade ao pagamento futuro do serviço da dívida. E a segunda que o parlamento grego transfira a soberania sobre o orçamento do país. O documento apelida as condições para este segundo Memorando de Entendimento (MoU, no acrónimo em inglês) como &#8220;elementos de inovação institucional&#8221;. E conclui: &#8220;Só se e quando forem implementadas, o novo programa poderá começar&#8221;. O documento pretende que as duas condições, classificadas como &#8220;mecanismo de vigilância&#8221;, passem a documento legal, &#8220;de preferência através de uma emenda constitucional&#8221;. As exigências são atribuídas a um <em>diktat</em> da Alemanha.</p>
<p>A primeira condição dita que os rendimentos do estado são para ser usados prioritariamente para pagar o serviço futuro da dívida contraída junto dos emprestadores internacionais (a <em>troika</em>) e dos credores privados que assinarem o acordo de reestruturação da dívida. &#8220;Só o remanescente poderá ser usado para financiar os gastos primários&#8221;, escreve-se. O objetivo da medida: &#8220;a eliminação de facto da possibilidade de incumprimento&#8221;, ou do uso da ameaça política de incumprimento por parte do governo grego. O documento exige que o Parlamento grego apoie esta exigência e que a torne lei.</p>
<p>A segunda condição é que o ajustamento, &#8211; a consolidação orçamental &#8211; seja controlado por novas disposições, em que a sua soberania é transferida para &#8220;o nível europeu por um certo período de tempo&#8221;. Para o efeito um &#8220;comissário do orçamento&#8221; será nomeado pelo Eurogrupo, com poderes para vetar decisões e assegurar que é cumprida a prioridade estabelecida na primeira condição.</p>
<p><strong>Deitar gasolina para a fogueira</strong></p>
<p>Vários analistas estão a interpretar estas exigências como um encostar à parede do governo e do parlamento gregos e um convite a este membro da zona euro sair da moeda única, além de outras eventuais consequências políticas.</p>
<p>A divulgação deste documento surge no momento em que as negociações entre Atenas e os credores privados da dívida ainda prosseguem, em virtude de um braço de ferro entre as exigências da última reunião do Eurogrupo de segunda-feira passada e os limites até à data aceitáveis pelos credores privados, e em que as reuniões entre a <em>troika</em> e o governo de Atenas sobre o andamento do cumprimento do Memorando de Entendimento chegaram a uma rotura na sexta-feira em torno de dois pontos politicamente sensíveis: o corte do salário mínimo (que é de €863 por mês, se o valor anual for dividido por 12 meses), alegando que é &#8220;mais alto do que em Portugal [€566*] e em Espanha [€748]&#8220;, e a eliminação de dois subsídios equivalentes a mais dois salários anuais no sector privado. Segundo o jornal grego Kathimerini, a <em>troika</em> teria inclusive rejeitado as propostas alternativas feitas pelos sindicatos e pelas patronais gregas.</p>
<p><em>Nota:* Na mesma lógica de valor mensal se o valor anual for dividido por 12 meses. O salário mínimo em Portugal é de €485 mas multiplicado por 14 meses.</em></p>
<p><strong>Agenda grega</strong></p>
<p>A Grécia tem um momento crítico em março quando vencem €14,5 mil milhões da dívida. Para evitar um evento de crédito nesse momento, o acordo com os credores privados deverá ser firmado antes de 15 de fevereiro, disse ontem o ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos.</p>
<p>O primeiro-ministro grego, o &#8220;tecnocrata&#8221; Lucas Papademus, reúne ainda sábado com a <em>troika</em> e no domingo com os líderes políticos que suportam a coligação tripartida que deu forma ao governo. Segunda-feira reúne-se em Bruxelas a cimeira europeia informal. As negociações sobre o acordo de reestruturação da dívida prosseguem na próxima semana. Eleições legislativas estão previstas para abril.</p>
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		<title>27 de janeiro: mais de 15% nos juros a 10 anos no secundário ! &#8212; diário de bordo 542</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 09:46:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As yields (juros) das obrigações do Tesouro (OT) português fixaram hoje novos máximos históricos desde a adesão ao euro nos prazos a 3, a 5 e a 10 anos, segundo dados da Bloomberg. Os juros subiram em todas as maturidades, e no prazo a 6 anos ficaram ligeiramente abaixo do máximo fixado ontem. Os juros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As <em>yields</em> (juros) das obrigações do Tesouro (OT) português fixaram hoje novos máximos históricos desde a adesão ao euro nos prazos a 3, a 5 e a 10 anos, segundo dados da Bloomberg. Os juros subiram em todas as maturidades, e no prazo a 6 anos ficaram ligeiramente abaixo do máximo fixado ontem.</strong></p>
<p>Os juros das OT a 3 anos atingiram pela primeira vez os 21%, fechando em 21,11%, acima do máximo anterior de 20,9% de 18 de julho do ano passado. O stresse nestes prazos menores está de novo a afirmar-se. No caso das OT a 2 anos, os juros subiram para 17,18%, ainda a alguma distância do máximo de 20,36% em 18 de julho do ano passado.</p>
<p>Quanto aos juros das OT a 5 anos fixaram um novo máximo em 19,82%. O caso mais emblemático ocorreu hoje com os juros das OT a 10 anos, que, em geral, servem de referência para comparações &#8211; pela primeira vez fecharam acima da barreira dos 15%, em 15,22%. A 2 de janeiro, no primeiro dia de negociação do ano, fecharam em 13,36%.</p>
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		<title>27 de janeiro: Fitch corta Espanha e Itália (e mais 3) e avisa para &#8220;volatilidade severa&#8221; &#8212; diário de bordo 541</title>
		<link>http://geoscopio.tv/2012/01/geoprotagonistas/27-de-janeiro-fitch-corta-espanha-e-italia-e-mais-3-e-avisa-para-volatilidade-severa-diario-de-bordo-541/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 09:38:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já depois do fecho do mercado secundário da dívida na sexta-feira (27 de janeiro), a agência de notação Fitch anunciou o corte de rating de cinco países da zona euro e a colocação em perspetiva negativa (ou seja 50% de probabilidade de haver novo corte num horizonte de dois anos) de seis países da moeda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Já depois do fecho do mercado secundário da dívida na sexta-feira (27 de janeiro), a agência de notação Fitch anunciou o corte de rating de cinco países da zona euro e a colocação em perspetiva negativa (ou seja 50% de probabilidade de haver novo corte num horizonte de dois anos) de seis países da moeda única.</strong></p>
<p>Apesar dos cortes de notação nenhum dos cinco países foi colocado em situação de dívida especulativa (vulgo <em>junk status</em>, o que costuma ser traduzido por &#8220;lixo&#8221;) &#8211; o Chipre escapou a descer para esse nível, passando de BBB para BBB- e a Irlanda não levou nenhum corte, mantendo-se em BBB+.</p>
<p><strong>Itália e Espanha em foco</strong></p>
<p>A Espanha desceu de escalão, do duplo A para o A simples, mais especificamente de AA- para A, uma quebra de dois níveis. No caso de Itália, a baixa foi, também, de dois níveis dentro do escalão A &#8211; Roma viu a notação da dívida passar de A+ para A-.</p>
<p>As razões para estes dois cortes mais importantes prendem-se à dinâmica da dívida em Itália e às perspetivas negativas económicas e orçamentais de Espanha.</p>
<p>Estes dois casos &#8211; Espanha e Itália &#8211; indiciam que o stresse no mercado secundário vai ampliar-se, podendo vir a exigir ainda mais atenção do Banco Central Europeu através do seu programa de aquisição de títulos soberanos aflitos, conhecido pela sigla SMP. O que deixará menos margem de manobra para acudir a outros fogos.</p>
<p>A Fitch cortou, ainda, a notação da Bélgica de AA+ para AA e da Eslovénia de AA- para A (neste caso com descida de escalão do duplo A para o A simples).</p>
<p>A agência de notação, dominada por um grupo financeiro francês, decidiu colocar em perspetiva negativa os seis países acima referidos.</p>
<p><strong>Episódios de volatilidade severa vão continuar</strong></p>
<p>A Fitch analisa o contexto global da zona euro mencionando que a sua apreciação se aplica também a França (que ainda mantém o triplo A, na classificação desta agência) e a Portugal (que está classificado com BB+, já em terreno de dívida especulativa).</p>
<p>Diz a agência: <strong>&#8220;Na ausência de maior clareza sobre a estrutura final de uma zona euro reformada no fundamental, a abordagem gradualista, adotada pelos políticos [europeus] em relação à reforma sistémica, continuará a ser pontuada por episódios de volatilidade financeira severa, acarretando um custo económico e financeiro que provoca uma erosão na qualidade de crédito das dívidas soberanas. Significa, também, que uma &#8216;fragmentação&#8217; da zona euro não pode ser totalmente colocada de parte, ainda que, na opinião da Fitch, o risco de uma eventualidade dessas continue diminuto&#8221;.</strong></p>
<p><em>A agência não mexeu na classificação de triplo A da Alemanha, Áustria, Finlândia, França, Holanda e Luxemburgo, deixando os suportes do Fundo Europeu de Estabilização Europeia intactos. Ao contrário do que fez a 13 de janeiro a Standard% Poor&#8217;s que cortou o triplo A a França e Áustria.</em></p>
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		<title>26 de janeiro: Novos máximos na frente da dívida portuguesa &#8212; diário de bordo 540</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 09:35:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acto I matinal: As yields (juros) das obrigações do Tesouro (OT) português estão em alta em todas as maturidades no mercado secundário. Nos prazos de 5, 6 e 10 anos já fixaram máximos intradiários. Veremos como fecham ao final do dia. Os juros das OT a 6 anos (este prazo é a maturidade média da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Acto I matinal: As <em>yields </em>(juros) das obrigações do Tesouro (OT) português estão em alta em todas as maturidades no mercado secundário. Nos prazos de 5, 6 e 10 anos já fixaram máximos intradiários. Veremos como fecham ao final do dia.</strong></p>
<p>Os juros das OT a 6 anos (este prazo é a maturidade média da dívida soberana) atingiram um máximo, situando-se em 20,1%, segundo dados da Bloomberg, ao final da manhã.</p>
<p>Também, ao final da manhã, os juros das OT a 5 anos estão em máximos, ao atingirem 19,63%, e os juros das OT a 10 anos subiram para 14,98%, um novo máximo.</p>
<p>Os juros das OT a 3 anos subiram ao final da manhã para 20,85%, aproximando-se do máximo de 20,95% atingido em meados de julho de 2011.</p>
<p><strong>Acto II: A probabilidade de incumprimento (<em>default</em>) da dívida portuguesa continua a bater recordes &#8211; subiu, ao final da manhã, segundo o balanço das 12H30 da CMA DataVision, para 67,69%, e ao final da tarde disparou para 69,4%. Acabaria por fechar em 68,69%, um novo máximo em valor de fecho, no último balanço do dia daquela agência de informação financeira. Na quarta-feira fechara em 67,05%.</strong></p>
<p>Portugal liderou quinta-feira as subidas no indicador de probabilidade de <em>default</em> em mais de oito dezenas de países monitorizados pela CMA DataVision.  </p>
<p>O custo dos <em>credit default swaps </em>(seguros contra o risco de incumprimento da dívida a 5 anos) atingiu um pico de 1390,37 pontos base ao final da tarde, e acabou por fechar em 1365,30 pontos base, um novo máximo de fecho.</p>
<p>Depois de ter ultrapassado esta semana a barreira dos 1300 pontos base &#8211; que fez notícia nos media financeiros mundiais -, o custo dos cds aproxima-se, agora, de novo patamar.</p>
<p>No mercado secundário da dívida, as <em>yields</em> (juros) das obrigações do Tesouro fixaram novos máximos nos prazos a 5, a 6 e a 10 anos, com valores de fecho de 19,45%, 20,37% e 14,8% respetivamente, segundo dados da Bloomberg.</p>
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		<title>26 de janeiro: uma &#8220;manobra&#8221; dos irlandeses (um swap astuto) no dia 25 &#8212; diário de bordo 539</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 09:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dublin surpreendeu quarta-feira (25 de janeiro) os mercados com o anúncio de uma oferta de troca de títulos soberanos a 2 anos no âmbito de uma dívida de €11,8 mil milhões que vence em janeiro de 2014. Os novos títulos têm a maturidade alargada para fevereiro de 2015. O Tesouro irlandês folgaria as costas um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dublin surpreendeu quarta-feira (25 de janeiro) os mercados com o anúncio de uma oferta de troca de títulos soberanos a 2 anos no âmbito de uma dívida de €11,8 mil milhões que vence em janeiro de 2014. Os novos títulos têm a maturidade alargada para fevereiro de 2015. O Tesouro irlandês folgaria as costas um ano e um mês.</strong></p>
<p>A National Treasury Management Agency (NTMA), que gere a dívida soberana, conseguiu convencer os detentores destes títulos num montante de €3,5 mil milhões. Dublin já não ia ao mercado da dívida desde setembro de 2010. A NTMA considerou positivo o facto de que 1/3 dos detentores dos títulos, em termos de valor, tenha aceitado a troca.</p>
<p>Os mercados da dívida encararam este resultado positivamente, diz a agência de informação financeira Markit. A probabilidade de <em>default</em> do ex-tigre celta baixou para 41,5% quinta-feira de manhã (no início da semana estava em 43%) e o custo de segurar contra o risco de incumprimento baixou para 620 pontos base, o nível mais baixo desde maio do ano passado.</p>
<p>O que o Tesouro irlandês propôs aos credores foi trocar títulos com prazo a 2 anos, que terminavam no começo de 2014, com um cupão de 4%, por novos títulos com prazo um ano depois com um cupão mais elevado, de 4,5%.</p>
<p><strong>Um modo pouco ortodoxo, diz Constantin Gurdgiev (Trinity College)</strong></p>
<p>&#8220;Não se trata de uma reestruturação de dívida. É um modo pouco ortodoxo de estender uma maturidade para evitar algo fundamental em 2014: um pico de títulos a vencer. Com a troca, empurram uma parte da maturidade para 2015&#8243;, diz-nos Constantin Gurdgiev, professor no Trinity College, em Dublin.</p>
<p>O contexto da manobra é simples, explica Gurdgiev: &#8220;A Irlanda verá o pacote de resgate da <em>troika</em> terminar no final de 2013 e enfrenta logo no ano seguinte e em 2016 vencimentos de dívida em montantes elevados. Como nada garante que a Irlanda consiga ir ao mercado nessa altura, realizou esta operação&#8221;. E conclui: &#8220;A meu ver é um sinal de que o governo irlandês está cada vez mais ciente de que em 2014 não terá a vida fácil em obter financiamentos no mercado&#8221;.</p>
<p>Os economistas irlandeses esperam pelos resultados da análise de sustentabilidade da dívida soberana do país realizada regularmente pelo Fundo Monetário Internacional, que deverá ser divulgada dentro de algumas semanas.</p>
]]></content:encoded>
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