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		<title>Leilões da dívida da semana (Itália com dúvidas e Espanha considerado positivo) &#8212; diário de bordo 541</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 09:37:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acto I &#8211; 30 de janeiro &#8211; ROMA: O Departamento do Tesouro italiano realizou dois leilões de dívida esta manhã, onde arrecadou €5,57 mil milhões, abaixo dos €6,8 mil milhões pretendidos. Os dois leilões com prazos a 5 e a 10 anos fixaram, no entanto, taxas de remuneração abaixo das ocorridas nas operações similares anteriores. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Acto I &#8211; 30 de janeiro &#8211; ROMA: O Departamento do Tesouro italiano realizou dois leilões de dívida esta manhã, onde arrecadou €5,57 mil milhões, abaixo dos €6,8 mil milhões pretendidos.</strong></p>
<p>Os dois leilões com prazos a 5 e a 10 anos fixaram, no entanto, taxas de remuneração abaixo das ocorridas nas operações similares anteriores. A 5 anos, o Tesouro italiano aceitou pagar uma taxa de 5,39%, contra 6,47% anteriormente. E a 10 anos, aceitou uma taxa de 6,08% contra 6,98% anteriormente.</p>
<p><strong>Acto II &#8211; 2 de fevereiro &#8211; MADRID: O Tesouro espanhol anunciou que arrecadou cerca de €4566 milhões em três leilões de dívida realizados hoje de manhã. Ligeiramente acima inclusive do limite máximo previsto de €4,5 mil milhões. Os juros que vai pagar aos tomadores das obrigações espanholas são inferiores aos de operações anteriores e aos que se estão a praticar no mercado secundário. Com esta operação, o Tesouro espanhol já colocou 25% das suas necessidades de financiamento em 2012 em apenas um mês e dois dias.</strong></p>
<p>Na colocação de obrigações espanholas (OE) a 3 anos, Madrid arrecadou €2522 milhões, a uma taxa média de juro de 2,861%, abaixo dos 3,784% em operação anterior. A procura em relação ao adjudicado foi inferior a operação anterior.</p>
<p>Na colocação de OE a 4 anos, o Tesouro espanhol arrecadou 983,9 milhões a uma taxa média de 3,455%, inferior a 4,02% em operação anterior. A procura foi superior à verificada em operação anterior.</p>
<p>Finalmente, na colocação a 5 anos, Madrid arrecadou €1050 milhões a uma taxa de 3,565%, significativamente inferior à de 5,544% na operação anterior. A procura foi idêntica à verificada na operação anterior.</p>
<p>O êxito destas operações de colocação de dívida na zona euro, e em particular nos países que sofreram maior stresse ao longo do ano passado, é atribuído, pelos analistas, ao papel que estará a desempenhar a linha de liquidez a 3 anos, conhecida pelo acrónimo LTRO, disponibilizada pelo Banco Central Europeu, já sob a chefia de Mário Draghi, no ano passado. Esta &#8220;bazuca&#8221; realizou uma primeira operação em dezembro onde os bancos da zona euro foram buscar quase €500 mil milhões. Está prevista uma segunda operação para o final de fevereiro e os prognósticos dos analistas indicam a possibilidade de uma corrida ao dobro daquele valor.</p>
<p><strong>Já depois do leilão, as yields (juros) das obrigações espanholas no mercado secundário estavam em alta em todas as maturidades. </strong>Os juros das OE a 10 anos subiram de 4,85% no fecho na quarta-feira para 4,93% às 10h30 de hoje, segundo dados da Bloomberg. A probabilidade de entrada em incumprimento da dívida espanhola num horizonte de cinco anos subiu ligeiramente, de 26,5% no fecho de quarta-feira para 26,8% a meio da manhã, já depois do leilão, segundo dados do relatório intercalar da CMA DataVision.</p>
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		<title>2 de fevereiro: Bernanke diz o óbvio &#8212; diário de bordo 540</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 09:28:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atacar o problema da sustentabilidade orçamental dos Estados Unidos não é incompatível com o objetivo de garantir que a retoma do crescimento económico prossiga. Os decisores em assuntos orçamentais devem evitar &#8220;dificultar desnecessariamente a retoma económica em curso&#8221;, disse quinta-feira Ben Bernanke, o presidente da Reserva Federal (o banco central norte-americano) perante a Comissão de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Atacar o problema da sustentabilidade orçamental dos Estados Unidos não é incompatível com o objetivo de garantir que a retoma do crescimento económico prossiga.</strong></p>
<p>Os decisores em assuntos orçamentais devem evitar &#8220;dificultar desnecessariamente a retoma económica em curso&#8221;, disse quinta-feira Ben Bernanke, o presidente da Reserva Federal (o banco central norte-americano) perante a Comissão de análise do orçamento da Câmara de Representantes dos Estados Unidos. &#8220;Felizmente os dois objetivos de alcançar uma sustentabilidade orçamental no longo prazo e de evitar ventos contrários adicionais no plano orçamental que prejudiquem a retoma económica em curso são totalmente compatíveis &#8211; aliás, reforçam-se mutuamente&#8221;, sublinhou.</p>
<p><strong>Particularmente perturbado</strong></p>
<p>Nesta intervenção perante os congressistas em Washington DC, o presidente do banco central manifestou-se preocupado com dois problemas críticos da economia americana &#8211; o disparo no desemprego de longa duração (que já domina 40% dos desempregados), um número que o deixou &#8220;particularmente perturbado&#8221;, e o trilho orçamental insustentável.</p>
<p>Bernanke referiu que o sector empresarial está a exportar e a produção industrial está a crescer, mas esse ponto forte da retoma americana em curso não se traduz no emprego.</p>
<p><strong>Possibilidade de uma crise orçamental súbita<br />
</strong><br />
Por outro lado, a &#8220;dinâmica [do défice] é claramente insustentável&#8221;, frisou o homem forte da Reserva Federal. O défice público será de mais de 4% do PIB no ano fiscal de 2017, disse aos congressistas, mesmo partindo do princípio que a economia estará, então, próxima do pleno emprego.</p>
<p>Nesta dinâmica pesa sobremaneira o envelhecimento da população norte-americana e o disparo dos custos da saúde. A forma de tapar este buraco tem sido o recurso ao endividamento externo com implicações previsíveis: &#8220;uma parte substancial do nosso rendimento futuro terá de ser devotado ao pagamento de juros aos detentores estrangeiros de dívida federal&#8221;.</p>
<p>Bernanke não colocou de lado inclusive &#8220;a possibilidade crescente de uma crise orçamental súbita&#8221;, se a trajetória se mantiver. Colocar a política orçamental num caminho sustentável &#8220;é uma prioridade de topo&#8221;, avisou.</p>
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		<title>1 de fevereiro: Portugal &#8212; Risco e juros continuam a descer&#8230; e Fitch muda discurso? &#8212; diário de bordo 539</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 08:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O processo de desanuviamento iniciado terça-feira nos mercados da dívida prossegue. Portugal foi, quarta-feira, de novo, o país em que se verificou a maior queda do nível de risco de default entre as oito dezenas de países monitorizados pela CMA DataVision. Segundo dados da CMA DataVision, o risco de incumprimento num horizonte de cinco anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O processo de desanuviamento iniciado terça-feira nos mercados da dívida prossegue. Portugal foi, quarta-feira, de novo, o país em que se verificou a maior queda do nível de risco de <em>default </em>entre as oito dezenas de países monitorizados pela CMA DataVision.<br />
</strong><br />
Segundo dados da CMA DataVision, o risco de incumprimento num horizonte de cinco anos está já abaixo do patamar dos 69%, tendo fechado em 68,55%. Chegou a baixar para 67,96% a meio da tarde, mas regressou ao patamar dos 68%.</p>
<p>Trata-se de uma descida significativa do nível máximo de 73,32% a 30 de janeiro. Esta quarta-feira baixou quase 3,5 pontos percentuais; no dia anterior baixara 2 pontos percentuais. O nível de risco baixou para o patamar de 26 de janeiro, antes do risco ter galgado os 70% no dia 27 de janeiro e de ter disparado para mais de 73% na segunda-feira.</p>
<p>As <em>yields</em> (juros) das obrigações do Tesouro no mercado secundário desceram significativamente, com quedas diárias entre 7,2% nos juros das OT a 10 anos e 11,8% nos juros das OT a 6 anos.</p>
<p>Os juros das OT a 3 anos desceram hoje de 23,25% para 21,55% e no caso das OT a 10 anos de 16% para 15,22%. Recorde-se que os juros das OT a 3 anos chegaram a atingir um máximo histórico de 24,56% e os das OT a 10 anos fixaram um outro máximo histórico de 17,39% na segunda-feira. No fecho de quarta-feira, apenas os juros das OT a 3 anos se encontram em valores acima de 20%.</p>
<p><strong>Mais um leilão em Lisboa&#8230;e Fitch diz que não há risco para a zona euro</strong></p>
<p>Num quadro de desanuviamento, já observado ontem, o leilão de dívida realizado pelo IGCP quarta-feira de manhã alcançou o objetivo de arrecadar €1,5 mil milhões em duas colocações de muito curto prazo, uma com maturidade em maio com um juro médio de 4,068%, inferior ao da operação anterior (que fora 4,346%), e outra com maturidade em julho com um juro médio de 4,463% (abaixo dos 4,74% na operação anterior). A procura por parte dos investidores foi respetivamente 2,8 e 2,6 vezes superior aos montantes adjudicados nas duas operações referidas, que arrecadaram montantes iguais (€750 mil cada).</p>
<p>Entretanto, David Riley, chefe da unidade de análise da dívida soberana da agência de notação Fitch, disse quarta-feira em Nova Iorque que &#8220;o governo [português] está empenhado e é credível&#8221;. Acrescentou que a estratégia seguida de trocar dívida por activos &#8220;é a certa&#8221; e que no curto prazo não encara Portugal como tendo um &#8220;risco significativo para o resto da zona euro&#8221;.</p>
<p>Recorde-se que a Fitch baixou, no ano passado, a notação da dívida soberana portuguesa para BB+, já no patamar das dívidas especulativas (vulgo &#8220;lixo&#8221;), e colocou-a em perspetiva negativa.</p>
<p><strong>Descidas importantes nos casos de Itália e Espanha<br />
</strong><br />
A quebra do risco português insere-se num movimento global de descida nos diversos periféricos da zona euro e mesmo entre os do &#8220;centro&#8221; que estiveram em stresse no ano passado.</p>
<p>O risco da Grécia desceu ligeiramente de 84,7% no fecho de terça-feira para 84,52% no fecho de hoje; o risco da Irlanda fechou abaixo dos 40%; o risco de Itália desceu para o patamar dos 28% (e com o custo dos <em>credit default swaps</em> abaixo dos 400 pontos base). Assistimos também às descidas no risco de Espanha, Bélgica, França e Áustria.</p>
<p>No mercado secundário, a descida dos juros dos títulos soberanos foi generalizada entre os países da zona euro que estiveram sob stresse até à pouco tempo, à exceção da Grécia. As oscilações nos juros, muito elevados, dos títulos gregos continuam a refletir os rumores positivos e posteriores desmentidos, e vice versa, que se vão sucedendo a propósito do acordo sobre a renegociação parcial da dívida soberana.</p>
<p>Há que referir como particularmente significativa a descida dos juros dos títulos italianos a 10 anos abaixo dos 6%; fecharam esta quarta-feira em 5,68%, segundo dados da Bloomberg. Os juros dos títulos italianos desceram do patamar crítico dos 7% em 11 de janeiro.</p>
<p>Também os juros das obrigações espanholas a 10 anos fecharam hoje em 4,85%, o valor mais baixo desde novembro de 2010.</p>
<p><strong>Fatores de acalmia</strong></p>
<p>A aposta em que o Banco Central Europeu vai ampliar a sua intervenção através da linha de liquidez a 3 anos (LTRO) no final de fevereiro (com um volume ainda maior de euros a entrar nos bancos da zona euro do que na primeira operação em dezembro que injetou quase €500 mil milhões) e através do programa de compra de títulos no mercado secundário (programa SMP criado por Jean-Claude Trichet, o anterior presidente do banco central), a par de uma expectativa otimista em relação ao acordo de reestruturação parcial da dívida grega estão a acalmar os investidores nestes mercados.</p>
<p>Segundo os <em>traders</em>, Portugal tem beneficiado de um envolvimento do BCE no mercado secundário nos últimos dias, bem como da diminuição do efeito dominó provocado pelo andamento das negociações da Grécia (que, alegadamente, estarão em fase de conclusão para a reunião do Eurogrupo de 6 de fevereiro). Itália e Espanha, por seu lado, beneficiam das expectativas sobre a próxima operação de LTRO a 3 anos no final de fevereiro e sobre a possibilidade de um &#8220;guarda-chuva&#8221; europeu e do FMI de mais de €1 bilião a ser concretizado até abril.</p>
<p><em>Aviso de precaução: Qualquer alteração negativa nestas variáveis que hoje influenciam positivamente os investidores na dívida soberana  provocará impacto negativo, como se verificou anteriormente. As oscilações são típicas destes processos de crise de dívida.</em></p>
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		<title>Grécia prato forte do Eurogrupo a 6 de fevereiro &#8212; diário de bordo 538</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 10:40:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O tema grego será o prato forte da próxima reunião do Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro) na segunda-feira. O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, tem em preparação um pré-memorando que será apresentado na reunião do Eurogrupo de 6 de fevereiro que desenhará o programa de reestruturação de dívida com os credores privados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O tema grego será o prato forte da próxima reunião do Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro) na segunda-feira. O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, tem em preparação um pré-memorando que será apresentado na reunião do Eurogrupo de 6 de fevereiro que desenhará o programa de reestruturação de dívida com os credores privados (que tem sido designado por PSI, do acrónimo em inglês para envolvimento do sector privado) bem como medidas adicionais de ajustamento orçamental que poderão chegar aos 2% do PIB.</strong></p>
<p><strong>&#8220;[Um corte] de muito maior dimensão do que o original&#8221;</strong></p>
<p>Venizelos revelou que o &#8220;corte-de-cabelo&#8221; (<em>hair cut</em>, na designação técnica) admitido pelos credores privados poderá ultrapassar os 70% do valor líquido presente da dívida em mãos desses investidores. E que depende do Banco Central Europeu se os títulos gregos que essa instituição detém serão incluídos no programa ou não, acrescentando que quer o Eurogrupo quer um grupo de trabalho designado por Euro Working Group equacionou todos os cenários possíveis. Venizelos afirmou que &#8220;estamos a tratar de um PSI de muito maior dimensão do que o original&#8221;.</p>
<p>Segundo a agência de informação Eurointelligence, o nível de 70% deriva dos credores privados aceitarem um juro de 3,6% (muito abaixo do patamar de mais de 4% que pretenderiam no início da negociação) nos novos títulos a 30 anos que receberão em troca da reestruturação dos títulos atuais.</p>
<p>O jornal alemão Financial Times Deutschland aponta para uma exigência alemã no envolvimento dos credores privados da dívida grega que poderá subir dos 70% referidos acima para 75%.</p>
<p>Entretanto o jornal Proto Thema fala da movimentação de Evangelos Venizelos para a presidência do PASOK, o partido que liderou o anterior governo e que é um dos três apoiantes do atual governo do primeiro-ministro Lucas Papademus.</p>
<p>As <em>yields</em> (juros) dos títulos gregos subiram terça-feira em todas as maturidades e a probabilidade de incumprimento da dívida aumentou mais de um ponto percentual, aparentemente &#8220;insensível&#8221; a estas notícias. </p>
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		<title>Balanço negro do mês de janeiro de 2012 &#8212; diário de bordo 537</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 10:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crise]]></category>

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		<description><![CDATA[Janeiro: distância com a Grécia encurtou-se 20 pontos percentuais O primeiro mês do ano marcou um ponto de viragem quer no risco de incumprimento como nos juros das OT no mercado secundário. Fixaram-se sucessivamente máximos históricos. A probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa num horizonte de 5 anos subiu 10,4 pontos percentuais, passou do patamar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Janeiro: distância com a Grécia encurtou-se 20 pontos percentuais<br />
</strong><br />
O primeiro mês do ano marcou um ponto de viragem quer no risco de incumprimento como nos juros das OT no mercado secundário. Fixaram-se sucessivamente máximos históricos.</p>
<p>A probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa num horizonte de 5 anos subiu 10,4 pontos percentuais, passou do patamar dos 60% para os 70%, entre 30 de dezembro de 2011 e 31 de janeiro de 2012.</p>
<p>A distância para o risco de incumprimento grego encurtou-se em quase 20 pontos percentuais. O risco de <em>default </em>português é de 71,26% e o risco no caso grego é de 84,7% no último dia de janeiro. A 30 de dezembro do ano passado um fosso separava o risco grego então nos 94,22% e o português nos 60,86%.</p>
<p>Se o risco grego regrediu de um máximo de 97,58% (implicando um preço dos cds de mais de 14.300 pontos base) em meados de dezembro para menos de 85% em final de janeiro, a evolução do risco português foi a inversa.</p>
<p>O preço dos cds fixou um máximo em janeiro acima dos 1550 pontos base (o que ocorreu a 30 de janeiro) e fechou com cerca de 390 pontos a mais do que em 30 de dezembro do ano passado. Este aumento é o equivalente aproximadamente ao custo dos cds para a dívida espanhola.</p>
<p>Um facto novo foi o surgimento da atribuição de &#8220;pontos à cabeça&#8221; à emissão de cds ligados à dívida portuguesa, que passou a ser divulgado pela Markit, que até este mês apenas o fazia para a Grécia desde setembro do ano passado. O que significa o entendimento de que se trata de um investimento de alto risco.</p>
<p><strong>Agravamento brutal nos juros da dívida no mercado secundário</strong></p>
<p>No mercado secundário, os juros das OT sofreram um agravamento brutal entre 30 de dezembro e 31 de janeiro. Os juros das OT a 5 anos aumentaram quase 40%, os das OT a 3 anos cerca de 35%, os das OT a 2 anos cerca de 28%, e os das OT a 10 anos cerca de 23%.</p>
<p>Este disparo em janeiro é atribuído ao efeito dominó da reestruturação parcial da dívida grega no âmbito de uma atribuição de um segundo pacote de resgate a Atenas.</p>
<p>O país mantém-se no segundo lugar do &#8220;clube da bancarrota&#8221; &#8211; o TOP 10 dos países com maior probabilidade de default -, logo a seguir à Grécia, e a alguma distância da Irlanda, que se posiciona em 7º lugar, e da Itália que se encontra na 10ª posição.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>31 de janeiro &#8212; Final do primeiro mês: Descem o risco e os juros &#8212; diário de bordo 536</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 10:31:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Acto I: primeiros sinais do desanuviamento ao final da manhã de 31 de janeiro. Ao final da manhã, a probabilidade de incumprimento da dívida soberana portuguesa baixou dos 73,31% no fecho de ontem para os 72,59% ao final da manhã de hoje, segundo dados da CMA DataVision, com base no comportamento das variações nos seguros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Acto I: primeiros sinais do desanuviamento ao final da manhã de 31 de janeiro. Ao final da manhã, a probabilidade de incumprimento da dívida soberana portuguesa baixou dos 73,31% no fecho de ontem para os 72,59% ao final da manhã de hoje, segundo dados da CMA DataVision, com base no comportamento das variações nos seguros contra o risco de default (<em>credit default swaps</em>, acrónimo cds). Depois do pico atingido ontem com um custo de 1554,69 pontos base desceu para 1531,66 pontos base.<br />
</strong><br />
Segundo dados da Markit, o valor dos &#8220;pontos à cabeça&#8221; (<em>upfront points</em>) na emissão dos cds está em 40,5 pontos &#8211; ontem, segundo o blogue ZeroHedge, estavam em 42-43 pontos. Na semana passada, quando a Markit divulgou pela primeira vez os dados, estavam em 39 pontos. A referência a este indicador começa a ocorrer quando os investimentos em títulos soberanos são considerados de alto risco &#8211; para o caso grego começou em setembro do ano passado nos relatórios diários da Markit.</p>
<p>O mesmo movimento de descida está a ocorrer no mercado secundário. As <em>yields</em> (juros) das obrigações do Tesouro (OT) estão hoje em descida em quase todas as maturidades. No caso das OT a 3 anos desceram de um máximo de 24,56% no fecho de segunda-feira para 24,10% ao final da manhã de hoje, segundo dados da Bloomberg. No caso das OT a 10 anos &#8211; que, em geral servem de referência nas comparações -, os juros desceram de 17,39%, um máximo no final do dia depois de um crescimento de dois dígitos ao longo do dia de ontem, para 16,43%, quase um ponto percentual a menos.</p>
<p>Refira-se que assistimos hoje a um movimento de descida no risco dos &#8220;periféricos&#8221; da zona euro tal como nos países do &#8220;centro&#8221; que estiveram em stresse recentemente. O efeito da cimeira europeia de ontem estaria a acalmar estes mercados financeiros.</p>
<p><strong>Efeitos a seguir</strong></p>
<p>Os analistas apontam cinco aspetos a monitorizar:</p>
<p>- o efeito &#8220;dominó&#8221; das negociações sobre a reestruturação parcial da dívida grega, cujo desfecho poderá implicar ou não um evento de crédito, mesmo que seletivo, com impacto no caso português, ainda que o plano de resgate a Portugal assegure condições de financiamento até maio de 2013;</p>
<p>- o efeito desanuviador do recuo da Alemanha em relação ao &#8220;comissário do orçamento&#8221; para a Grécia, e a provável realização de uma cimeira europeia específica sobre o tema grego no princípio de fevereiro (que, em termos práticos, necessitará de ter a negociação com os credores privados concluída até meados de fevereiro);</p>
<p>- a aprovação da estratégia do &#8220;compacto orçamental&#8221; defendido pela Alemanha e a França que apenas teve oposição de dois países não membros da zona euro, a Grã-Bretanha e a República Checa;</p>
<p>- o regozijo de Mário Draghi com o acordo obtido ontem em Bruxelas pelos 25 membros, que permite ao Banco Central Europeu (BCE), a que ele preside, prosseguir as &#8220;bazucas&#8221; que tem usado para intervir no mercado interbancário e no mercado secundário, através do programa SMP (que estará a comprar títulos soberanos no mercado secundário a uma média de €15 mil milhões por mês desde que foi lançado por Jean-Claude Trichet, o anterior presidente do BCE) e da facilidade de liquidez a 3 anos designada por LTRO que deverá ter uma segunda operação em final de fevereiro, especulando-se que poderá implicar uma procura de €1 bilião por parte dos bancos da zona euro, o dobro da anterior realizada em dezembro;</p>
<p>- a expectativa de que até final de abril, aquando da nova cimeira do Fundo Monetário Internacional (FMI), se complete o que a Eurointelligence designa como &#8220;chapéu de chuva&#8221; de mais de €1 bilião para a crise da dívida da zona euro, agrupando €500 mil milhões do futuro Mecanismo Europeu de Estabilização (que deverá começar a funcionar em junho de 2012, um saldo de €250 mil milhões do Fundo Europeu de Estabilização Europeia em vigor até junho de 2013, e €500 mil milhões através do FMI, segundo hoje refere o Financial Times Deutschland.</p>
<p><strong>Acto II: A tendência de descida verificada na manhã de terça-feira manteve-se. A probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa num horizonte de cinco anos desceu 2 pontos percentuais, baixando de 73,32% na segunda-feira, quando atingiu um máximo histórico (e o pico do primeiro mês do ano), para 71,26% no fecho de terça-feira, segundo dados da CMA DataVision.    </strong>        </p>
<p>Esta descida significativa traduziu-se numa quebra de mais de 80 pontos no preço dos seguros contra o risco de incumprimento (<em>credit default swaps</em>) que desceu de 1554,69 pontos base no fecho de segunda-feira para 1471,37 pontos base no encerramento deste mercado hoje. Os designados &#8220;pontos à cabeça&#8221; (<em>points upfront</em>) desceram de 42-43 pontos na segunda-feira para 40 pontos terça-feira, segundo dados da Markit.</p>
<p>O movimento de descida nas <em>yields</em> (juros) das obrigações do Tesouro (OT) no mercado secundário teve maior impacto nos juros das OT com o prazo a 3 anos e a 10 anos, que baixaram 1 ponto percentual em cada caso, depois de segunda-feira terem fixado máximos. Os juros a 10 anos desceram do máximo histórico de 17,39% ao final de segunda-feira para 16,39% no encerramento do mercado na terça-feira, segundo dados da CMA DataVision. Os juros a 3 anos desceram do pico de 24,48% na segunda-feira para 23,41% no fecho de terça-feira.</p>
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		<title>30 janeiro &#8212; Dia negro: risco de default acima de 73% e yields a 10 anos acima de 17% &#8212; diário de bordo 535</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 10:08:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi uma subida muito significativa num só dia &#8211; um agravamento da probabilidade de incumprimento de quase três pontos percentuais num horizonte de cinco anos. Este risco fechara na sexta-feira passada em 70,53% e ascendeu segunda-feira a 73,32%, segundo dados da CMA DataVision, com base nas variações que ocorrem no mercado dos seguros a 5 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Foi uma subida muito significativa num só dia &#8211; um agravamento da probabilidade de incumprimento de quase três pontos percentuais num horizonte de cinco anos. Este risco fechara na sexta-feira passada em 70,53% e ascendeu segunda-feira a 73,32%, segundo dados da CMA DataVision, com base nas variações que ocorrem no mercado dos seguros a 5 anos contra o risco de incumprimento, designados por <em>credit default swaps</em> (acrónimo cds).</strong></p>
<p>O custo destes cds ultrapassou segunda-feira a barreira dos 1500 pontos base, tendo fechado em 1554,69 pontos base. A Grécia galgou essa barreira dos 1500 pontos em 27 de abril de 2011 e ultrapassou o nível de 70% de risco em 24 de maio do ano passado.</p>
<p>A 30 de dezembro de 2011, o risco de <em>default </em>português estava em 60,86% e o custo dos cds em 1081,82 pontos base. Em final de maio do ano passado &#8211; mês em que foi assinado o memorando de entendimento com a <em>troika</em> para o resgate a Portugal &#8211; o risco era de 43,82% e o custo dos cds era de 699,36 pontos base.</p>
<p><strong>Uma diferença que se encurta, um fosso que se amplia</strong></p>
<p>Ainda que, em termos de custo dos cds, o fosso entre a Grécia e Portugal seja grande &#8211; 5428,77 pontos base contra 1554,69 -, a diferença no nível de risco tem encurtado significativamente: está a pouco mais de dez pontos percentuais, entre 73,32% para o caso português e 83,52% para o caso grego.</p>
<p>Se, por um lado, a diferença se tem encurtado face à Grécia &#8211; o primeiro país da zona euro a ser resgatado -, por outro tem-se ampliado face à Irlanda &#8211; o segundo país a ser resgatado. O risco da dívida portuguesa é 1,8 vezes superior ao caso da Irlanda.</p>
<p>Um outro indicador que começou este mês a ser divulgado pela agência de informação financeira Markit é o que diz respeito aos &#8220;pontos à cabeça&#8221; (<em>points upfront</em>, na designação original em inglês) que dizem respeito aos cds relacionados com a dívida soberana portuguesa, que variam numa escala de 1 a 100. Tendo iniciado na semana passada com 39 pontos, subiu esta segunda-feira para 41 (no caso grego estão em 64 pontos). Como sublinha o The Wall Street Journal este indicador está reservado para &#8220;investimentos particularmente arriscados&#8221;. No caso grego, os pontos à cabeça começaram a ser publicados pela Markit desde setembro, como temos referido.</p>
<p>Esta segunda-feira observou-se uma subida generalizada do risco para a Irlanda, Itália, Espanha, Bélgica, França e Áustria, tal como para Portugal e Grécia. Portugal liderou hoje as subidas.</p>
<p>O mercado dos cds para os bancos esteve também muito agitado. Oito bancos importantes na Europa tiveram variações do custo dos cds a 5 anos associados à sua dívida superiores a 5%. E quatro, de entre eles, tiveram variações superiores a 10%. A liderar as subidas o Crédit Agricole francês, seguido do Deutsch BanK alemão, do Barclays britânico e do Santander espanhol.</p>
<p><strong>Máximos históricos nos juros no mercado secundário</strong></p>
<p>Nas <em>yields</em> (juros) das obrigações do Tesouro (OT) português no mercado secundário, as subidas abrangeram todas as maturidades, com variações diárias de dois dígitos, com destaque para os juros a 2 anos que tiveram um aumento hoje de 22,3%, segundo dados da Bloomberg.</p>
<p>Os juros das OT com prazos de 2, 3, 5 e 6 anos estão já acima do patamar dos 20%, com destaque para os juros a 3 anos que fecharam em 24,48%. Os juros a 10 anos fecharam em 17,39%. Em todas estas maturidades se fixaram novos máximos históricos desde a adesão ao euro.</p>
<p>Segundo a Markit, citando <em>traders</em> do mercado secundário, o Banco Central Europeu teria estado esta segunda-feira muito ativo comprando títulos da dívida portuguesa através do seu programa SMP. Contudo, não foi visível o impacto desta intervenção nas <em>yields</em>, que fixaram novos máximos.</p>
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		<title>28 de janeiro: Alemanha encosta Grécia à parede (segundo &#8220;leak&#8221; no Financial Times) &#8212; diário de bordo 534</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 09:35:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O jornal Financial Times divulgou esta madrugada um documento que contém as duas condições fundamentais para o segundo pacote de resgate à Grécia passar no Eurogrupo (reunião dos ministros das Finanças dos membros da zona euro) e ter o visto positivo da troika, com vista à sua implementação. O documento estará a circular entre os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O jornal Financial Times divulgou esta madrugada um documento que contém as duas condições fundamentais para o segundo pacote de resgate à Grécia passar no Eurogrupo (reunião dos ministros das Finanças dos membros da zona euro) e ter o visto positivo da <em>troika</em>, com vista à sua implementação. O documento estará a circular entre os ministros das Finanças dos membros da zona euro. Na próxima segunda-feira reúne uma cimeira europeia informal.<br />
</strong><br />
A primeira é que os rendimentos do estado grego deem total prioridade ao pagamento futuro do serviço da dívida. E a segunda que o parlamento grego transfira a soberania sobre o orçamento do país. O documento apelida as condições para este segundo Memorando de Entendimento (MoU, no acrónimo em inglês) como &#8220;elementos de inovação institucional&#8221;. E conclui: &#8220;Só se e quando forem implementadas, o novo programa poderá começar&#8221;. O documento pretende que as duas condições, classificadas como &#8220;mecanismo de vigilância&#8221;, passem a documento legal, &#8220;de preferência através de uma emenda constitucional&#8221;. As exigências são atribuídas a um <em>diktat</em> da Alemanha.</p>
<p>A primeira condição dita que os rendimentos do estado são para ser usados prioritariamente para pagar o serviço futuro da dívida contraída junto dos emprestadores internacionais (a <em>troika</em>) e dos credores privados que assinarem o acordo de reestruturação da dívida. &#8220;Só o remanescente poderá ser usado para financiar os gastos primários&#8221;, escreve-se. O objetivo da medida: &#8220;a eliminação de facto da possibilidade de incumprimento&#8221;, ou do uso da ameaça política de incumprimento por parte do governo grego. O documento exige que o Parlamento grego apoie esta exigência e que a torne lei.</p>
<p>A segunda condição é que o ajustamento, &#8211; a consolidação orçamental &#8211; seja controlado por novas disposições, em que a sua soberania é transferida para &#8220;o nível europeu por um certo período de tempo&#8221;. Para o efeito um &#8220;comissário do orçamento&#8221; será nomeado pelo Eurogrupo, com poderes para vetar decisões e assegurar que é cumprida a prioridade estabelecida na primeira condição.</p>
<p><strong>Deitar gasolina para a fogueira</strong></p>
<p>Vários analistas estão a interpretar estas exigências como um encostar à parede do governo e do parlamento gregos e um convite a este membro da zona euro sair da moeda única, além de outras eventuais consequências políticas.</p>
<p>A divulgação deste documento surge no momento em que as negociações entre Atenas e os credores privados da dívida ainda prosseguem, em virtude de um braço de ferro entre as exigências da última reunião do Eurogrupo de segunda-feira passada e os limites até à data aceitáveis pelos credores privados, e em que as reuniões entre a <em>troika</em> e o governo de Atenas sobre o andamento do cumprimento do Memorando de Entendimento chegaram a uma rotura na sexta-feira em torno de dois pontos politicamente sensíveis: o corte do salário mínimo (que é de €863 por mês, se o valor anual for dividido por 12 meses), alegando que é &#8220;mais alto do que em Portugal [€566*] e em Espanha [€748]&#8220;, e a eliminação de dois subsídios equivalentes a mais dois salários anuais no sector privado. Segundo o jornal grego Kathimerini, a <em>troika</em> teria inclusive rejeitado as propostas alternativas feitas pelos sindicatos e pelas patronais gregas.</p>
<p><em>Nota:* Na mesma lógica de valor mensal se o valor anual for dividido por 12 meses. O salário mínimo em Portugal é de €485 mas multiplicado por 14 meses.</em></p>
<p><strong>Agenda grega</strong></p>
<p>A Grécia tem um momento crítico em março quando vencem €14,5 mil milhões da dívida. Para evitar um evento de crédito nesse momento, o acordo com os credores privados deverá ser firmado antes de 15 de fevereiro, disse ontem o ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos.</p>
<p>O primeiro-ministro grego, o &#8220;tecnocrata&#8221; Lucas Papademus, reúne ainda sábado com a <em>troika</em> e no domingo com os líderes políticos que suportam a coligação tripartida que deu forma ao governo. Segunda-feira reúne-se em Bruxelas a cimeira europeia informal. As negociações sobre o acordo de reestruturação da dívida prosseguem na próxima semana. Eleições legislativas estão previstas para abril.</p>
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		<title>27 de janeiro: risco de default pela primeia vez acima de 70% &#8212; diário de bordo 543</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 09:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nas últimas duas semanas, a probabilidade de incumprimento (risco de default) da dívida portuguesa não tem parado, desde que galgou o patamar dos 65% a 17 de janeiro. A meio da manhã de sexta-feira, o risco de default num horizonte de cinco anos atingiu um pico de 70,9%, segundo os dados intercalares da CMA DataVision. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nas últimas duas semanas, a probabilidade de incumprimento (risco de <em>default</em>) da dívida portuguesa não tem parado, desde que galgou o patamar dos 65% a 17 de janeiro.<br />
</strong><br />
A meio da manhã de sexta-feira, o risco de <em>default</em> num horizonte de cinco anos atingiu um pico de 70,9%, segundo os dados intercalares da CMA DataVision. No novo relatório da situação, ao final da manhã, o risco descera ligeiramente para 70,47% e chegara mesmo a um mínimo de 69,90%, para voltar a subir e fechar em 70,53%.</p>
<p>A continuação das negociações em torno da reestruturação parcial da dívida grega, ainda sem acordo, e a decisão da agência Fitch de proceder ao corte de notação de cinco países da zona euro, entre eles Itália e Espanha, duas grandes economias &#8220;periféricas&#8221;, pesou no clima de final do dia no mercado dos <em>credit default swaps</em> (cds).</p>
<p>A título de exemplo, a Grécia, que atravessa uma situação de alto risco de um evento de crédito (eventualmente um <em>default</em> selectivo),está com a probabilidade de incumprimento em 82,51%, apenas cerca de 12 pontos percentuais acima.</p>
<p>O fosso em relação à Irlanda, o terceiro país da zona euro com um plano de resgate, é, agora, de quase trinta pontos percentuais. Ou seja, a diferença entre o segundo lugar para Portugal no TOP 10 da bancarrota e um sétimo lugar para a Irlanda. A Grécia, naturalmente, continua a liderar esse &#8220;clube&#8221;.</p>
<p>Pela primeira vez, o custo dos <em>credit default swaps</em> a 5 anos- seguros contra o risco de incumprimento, conhecidos pelo acrónimo cds &#8211;  esteve a meio da manhã acima de 1450 pontos base. Ao final da manhã, desceu ligeiramente para 1436,17 pontos base e viria a fechar o dia em 1436,87 pontos base. O que significa que por cada 10 milhões de dólares segurados contra o risco de<em> default</em>, o tomador do seguro tem de pagar cerca de 1,44 milhões de dólares de prémio.</p>
<p><strong>Em sete dias o que a Grécia percorreu em um mês</strong></p>
<p>A evolução ao longo de janeiro é elucidativa: o risco de incumprimento fechou o primeiro dia de negociação do ano com 60,6% e 1075 pontos base de custo dos cds e ontem fechou com 68,69% de risco e 1365,30 pontos base.</p>
<p>A Grécia galgou a barreira dos 65% a 18 de abril de 2011 e o patamar dos 70% foi atingido a 24 de maio do mesmo ano. O que a Grécia fez em um mês, Portugal percorreu em sete dias úteis.</p>
<p><strong>Pela primeira vez, a agência de informação financeira Markit, refere que os cds para a dívida portuguesa a 5 anos já estão a receber cotações em &#8220;pontos à cabeça&#8221; (<em>points upfront</em>, na designação técnica), ou seja, o tomador de um cds tem de pagar à cabeça um certo valor em função de uma escala que vai de 0 a 100. Nessa escala, segundo a Markit, os cds soberanos estavam com uma cotação de 39 pontos à cabeça, enquanto a Grécia estava com 63,1.</strong></p>
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		<title>27 de janeiro: mais de 15% nos juros a 10 anos no secundário ! &#8212; diário de bordo 542</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 09:46:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JNR</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Gestão do risco]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Económica]]></category>
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		<category><![CDATA[juros da dívida portuguesa]]></category>
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		<description><![CDATA[As yields (juros) das obrigações do Tesouro (OT) português fixaram hoje novos máximos históricos desde a adesão ao euro nos prazos a 3, a 5 e a 10 anos, segundo dados da Bloomberg. Os juros subiram em todas as maturidades, e no prazo a 6 anos ficaram ligeiramente abaixo do máximo fixado ontem. Os juros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As <em>yields</em> (juros) das obrigações do Tesouro (OT) português fixaram hoje novos máximos históricos desde a adesão ao euro nos prazos a 3, a 5 e a 10 anos, segundo dados da Bloomberg. Os juros subiram em todas as maturidades, e no prazo a 6 anos ficaram ligeiramente abaixo do máximo fixado ontem.</strong></p>
<p>Os juros das OT a 3 anos atingiram pela primeira vez os 21%, fechando em 21,11%, acima do máximo anterior de 20,9% de 18 de julho do ano passado. O stresse nestes prazos menores está de novo a afirmar-se. No caso das OT a 2 anos, os juros subiram para 17,18%, ainda a alguma distância do máximo de 20,36% em 18 de julho do ano passado.</p>
<p>Quanto aos juros das OT a 5 anos fixaram um novo máximo em 19,82%. O caso mais emblemático ocorreu hoje com os juros das OT a 10 anos, que, em geral, servem de referência para comparações &#8211; pela primeira vez fecharam acima da barreira dos 15%, em 15,22%. A 2 de janeiro, no primeiro dia de negociação do ano, fecharam em 13,36%.</p>
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