Sáb 2 Jun 2012
Balanço de um mês para Portugal (1 de maio a 1 de junho) — diário de bordo 617
Por JNR na secção Ciberardina na crise (do default) , criseainda sem comentários
Portugal evitou contágio espanhol esta semana…
As yields (juros) das obrigações do Tesouro (OT) português mantiveram uma tendência de descida no mercado secundário entre 25 de maio e 1 de junho, segundo dados da Bloomberg. Os juros das OT a 2 anos (já com base no novo benchmark) desceram de 12,65% para 10,95% naquele período. O mesmo movimento se verificou com os juros das OT no prazo a 5 anos, que desceram de 14,38% para 13,70% e com os juros das OT a 10 anos que caíram de 12,24% para 11,97%. O prémio de risco da dívida portuguesa desceu de 10,87 para 10,79 pontos percentuais, mesmo com a quebra brutal dos juros dos Bunds (títulos alemães, que servem de referência).
A probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa desceu ligeiramente de 62,78% para 62,27% entre 25 de maio e 1 de junho, segundo dados da CMA DataVision. E, fruto do agravamento do risco da dívida argentina, Portugal desceu do 3º para o 4º lugar no “clube” dos candidatos à bancarrota.
… mas últimos 30 dias…
No entanto, se analisarmos o período desde 1 de maio – abarcando o agravamento da crise política grega, a alteração política em França e o agravar da crise bancária espanhola -, todos os indicadores acima usados subiram até 1 de junho.
Entre 1 de maio e 1 de junho, o risco de incumprimento passou de 56,21% para 62,27%, o prémio de risco saltou de 8,94 para 10,79 pontos percentuais, os juros das OT a 5 anos subiram de 11,66% para 13,70% e, no caso do prazo a 10 anos, passaram de 10,6% para 11,97%.