Sáb 2 Jun 2012
A primeira semana “negra” de Madrid – começou o countdown (28 de maio a 1 de junho) — diário de bordo 613
Por JNR na secção Ciberardina na crise (do default) , criseainda sem comentários
Acto I (28 de maio): A assimetria no mercado secundário da dívida soberana acentua-se, como temos referido em artigos anteriores. Um padrão de comportamento das yields (juros) parece ter-se consolidado nas últimas semanas.
Segundo dados da Bloomberg, os juros dos títulos alemães (designados por Bunds) fixam novos mínimos e os juros das obrigações francesas (OAT) mantêm a tendência de baixa, ainda que com oscilações nos juros a 10 anos. Em contraste, os juros das obrigações espanholas (OE) e italianas (BTP) sobem.
Bunds continuam a ser “refúgio”
O início de mais uma semana em que decorrerá o referendo (dia 31 de maio) do “pacto orçamental” (fiscal compact) na Irlanda e em que prosseguem as ondas de choque da intervenção governamental espanhola no Bankia ficou marcado por novos mínimos nos juros dos Bunds a 2 anos, que fecharam segunda-feira (28 de maio) em 0,029% , e a 10 anos que atingiram 1,364% na mesma data.
Os juros a 2 anos dos Bunds desceram num só dia de 0,042% para 0,029%, uma quebra diária de mais de 38%. A 17 de maio havia sido fixado o mínimo anterior de 0.043%. Em termos nominais a remuneração destes títulos está praticamente em 0% e em termos reais é mesmo negativa (se se tiver em linha de conta a inflação). No caso dos juros a 10 anos, o anterior mínimo havia sido atingido a 23 de maio passado com 1,38%.
Este comportamento das yields dos Bunds reflete claramente a “fuga” dos investidores para este refúgio no que respeita aos seus portefólios na zona euro. No caso das OAT verifica-se a manutenção da tendência de descida dos juros, aproximando-se de mínimos, mesmo depois da mudança política de presidente (que alegadamente seria mal vista pelos “mercados”) e de ainda haver uma disputa eleitoral a 10 e 17 de junho para definir a maioria parlamentar.
Espanha: o quarto “passageiro”
O prémio de risco da dívida espanhola atingiu ontem novo máximo, segundo dados da Bloomberg. Fechou em 5,12 pontos percentuais de diferença em relação aos juros da dívida alemã, contra o máximo de 4,94 pontos percentuais na sexta-feira passada. Estes máximos do prémio de risco derivam do facto dos juros dos Bunds estarem em queda acentuada, o que alarga o fosso, mesmo se os juros das obrigações espanholas estão abaixo de máximos atingidos no passado.
Os juros das obrigações espanholas continuaram a subir em todos os prazos. Na maturidade a 10 anos, fecharam em 6,48%. A linha dos 7% é considerada crítica. Foi o “passaporte” para os resgates da Grécia, Irlanda e Portugal. Alguns analistas reclamam que, na ausência de resgate, o Banco Central Europeu deverá deitar mão ao programa SMP de aquisição de títulos soberanos no mercado secundário, para obrigar as yields das obrigações espanholas a descer.
Convergindo com este stresse nos juros, a probabilidade de incumprimento da dívida espanhola aumentou uma vez mais. Segundo dados da CMA DataVision, este risco fechou segunda-feira em 38,12% e o custo dos credit default swaps (seguros financeiros contra o risco de incumprimento, acrónimo cds) ligados à dívida soberana espanhola atingiu 559 pontos base. Na sexta-feira havia fechado em 37,49% e o preço dos cds em 546,41 pontos base.
Para o comentador grego Yanis Varoufakis, autor de “The Global Minotaur” e do blogue “Pensamentos para o mundo pós-2008″, Espanha é já, aos olhos dos mercados da dívida, o “quarto” estado da zona euro a cair, ainda que não-oficialmente.
Mariano Rajoy, o novo presidente do governo espanhol desde a derrota eleitoral do PSOE, reiterou segunda-feira que o país não pedirá resgate, mas admitiu, em conferência de imprensa, que concorda com a necessidade de alterações nos mecanismos de intervenção financeira. “Muita gente está a favor das mudanças, e eu também”, disse. O Mecanismo Europeu de Estabilização entrará em vigor em junho.
Espanha, sendo a quarta maior economia da zona euro, a atual situação de stresse bancário e o seu efeito na dívida soberana representam um risco “sistémico” muito elevado para a Europa. Muitos analistas reclamam que têm de ser criadas soluções novas e específicas com urgência por parte da zona euro para travar a degradação da situação espanhola. A convergência de um atraso na resolução europeia do problema bancário espanhol com a crise política na Grécia poderá ampliar as ondas de contágio na zona euro e lançar a crise das dívida soberanas para uma nova “fase” na Europa.
Itália: leilão de dívida paga juros mais elevados
Também a Itália assistiu à subida de stresse nos mercados da dívida. Os juros dos títulos italianos (BTP) subiram em todos os prazos. Os juros dos BTP fecharam segunda-feira em 5,74%, segundo dados da Bloomberg. O custo dos cds subiu para mais de 525 pontos base e o risco de incumprimento da dívida ultrapassou os 36%, segundo dados da CMA DataVision. Observa-se uma aproximação aos níveis espanhóis.
Este agravamento das condições da dívida italiana foi, também, observado no leilão de dívida a 2 anos lançado segunda-feira pelo Tesouro que arrecadou 3,5 mil milhões de euros, mas com um juro mais alto, de 4,037%, acima dos 3,36% em operação similar anterior.
Serão acompanhados de perto os leilões de dívida que se realizarão na terça-feira (bilhetes a 6 meses) e na quarta-feira (BTP a 10 anos), particularmente este último que envolverá 6,25 mil milhões de euros de dívida de longo prazo.
Acto II (28 de maio): Portugal tenta passar pelos pingos da chuva. Portugal: situação mista
A probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa aumentou para 63,20%, segundo dados da CMA DataVision, depois de ter fechado na sexta-feira em 62,78%. A distância em relação às situações da Grécia (com um risco de 93,10%, sinalizando a possibilidade de um segundo evento de crédito no caso da crise política grega se agravar após as eleições de 17 de junho) e de Chipre (com um risco de 70,21%) é ainda significativa.
Apesar dos elogios na segunda-feira da agência de notação Moody’s (que, no entanto, não alterou a classificação de dívida portuguesa como especulativa, vulgo “lixo financeiro”) e da nota positiva dada pela troika ao andamento do cumprimento do plano de ajustamento, o nível muito elevado de risco de incumprimento mantém-se – Portugal conserva o 3º lugar no “clube” dos candidatos a uma tal situação.
No entanto, em termos de juros das obrigações do Tesouro (OT) no mercado secundário, Portugal voltou à tendência de descida. Os juros fecharam a baixar em todos os prazos, com os juros a 2, a 3 e a 10 anos no patamar dos 12%, segundo dados da Bloomberg. Os juros mais elevados são atualmente os relativos ao prazo a 5 anos, que estão acima de 14%. Há alguma discrepância, em alguns prazos, entre os dados da Bloomberg e da Reuters devido ao uso de benchmarks diferentes para as OT. Deste modo, no prazo a 2 anos, para dados da Reuters, os juros desceram para 7,38%. Fruto da descida dos juros a 10 anos, o prémio de risco da dívida portuguesa desceu ligeiramente ao longo de segunda-feira de 10,96 pontos percentuais para 10,81.
Segundo muitos analistas, o efeito de contágio – quer da situação no vizinho peninsular, como da evolução da crise política grega – é um dos fatores críticos que influenciam o comportamento dos investidores em relação a Portugal.
O referendo na Irlanda na próxima quinta-feira é encarado, pelos meios financeiros, como ganho pelos proponentes do “sim” ao fiscal compact, que recolhem 60% das intenções de voto nas sondagens. A probabilidade de incumprimento da dívida irlandesa subiu, no entanto, na segunda-feira para 46% – a Irlanda está em 7º lugar no referido “clube” de candidatos à bancarrota -, e os juros dos títulos nos prazos a 2 e a 9 anos também, encontrando-se ambos acima de 7%.
Quanto às eleições legislativas antecipadas na Grécia, a realizar a 17 de junho, os resultados continuam a ser uma incógnita, apesar das últimas sondagens darem uma vitória à Nova Democracia (partido apoiante do plano de resgate, mas exigindo alterações no memorando), em muitas delas por uma margem escassa face à Esquerda Radical (SYRIZA), o que deixaria a situação no mesmo impasse das eleições anteriores.Contudo, estas sondagens – que entusiasmaram os investidores – foram realizadas antes das afirmações da diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, sobre a Grécia numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, e das declarações de um membro da administração do Deutsche Bank, Jürgen Fitschen, de que aquele país era “um estado falhado”.
Acto III (29 e 30 de maio): A dívida espanhola continua sob grande pressão. As yields (juros) das obrigações espanholas no mercado secundário fecharam terça-feira a subir nos prazos a 2, a 3 e a 5 anos, continuando a tendência altista.
À crise política grega juntou-se agora a crise bancária espanhola. Os dois espaços “periféricos” estão sob grande tensão: um pelo risco de uma alteração radical na governação, com eventuais implicações geopolíticas, e o outro por ser a quarta maior economia da zona euro.
Apenas nos prazos a 10 anos desceram ligeiramente de 6,48% no fecho de segunda-feira para 6,45% no encerramento do mercado secundário na terça-feira, segundo dados da Bloomberg. O patamar dos 7% é considerado o passaporte para um pedido de resgate mais tarde ou mais cedo. Em virtude da descida dos juros no prazo a 10 anos, o prémio de risco baixou ligeiramente para 5,09 pontos percentuais em relação à dívida alemã, mantendo-se acima da linha vermelha dos 500 pontos (ou 5 pontos percentuais). O máximo verificado nas últimas 52 semanas na negociação está em 5,16 pontos percentuais e na segunda-feira fechou em 5,12 pontos percentuais.
Também a probabilidade de incumprimento da dívida espanhola num horizonte de cinco anos aumentou, tendo fechado em 38,15%, ligeiramente acima do valor do dia anterior, segundo dados da CMA DataVision. Hoje abriu a subir com uma probabilidade de incumprimento perto dos 39% e o prémio de risco já subiu para 5,30 pontos percentuais em relação à dívida soberana. Os juros a 10 anos das obrigações espanholas abriram a subir para 6,61% e os próprios juros no prazo a 5 anos já estão acima dos 6% .
Cereja no bolo: MOFA resigna
A situação agravou-se com o último desenvolvimento: a resignação do governador do Banco de Espanha um mês antes de terminar o seu mandato. Miguel Ángel Fernández Ordóñez – MOFA, como é conhecido – despediu-se em protesto contra a responsabilização política por parte do governo de que é o responsável pela crise do Bankia.
Entretanto, durante o dia, a agência de notação Egan-Jones baixou o rating da dívida espanhola de BB- para B, o terceiro corte em um mês. Estas notações estão já em terreno de dívida considerada “especulativa” (vulgo “lixo financeiro”), estando a notação B apenas dois níveis acima da situação de default iminente.
A Egan-Jones é uma agência de notação norte-americana que no tempo da “bolha” financeira cortou o rating de diversas entidades consideradas acima de qualquer suspeita e foi a primeira a retirar a notação de triplo A aos Estados Unidos. Não tem o peso das três agências que dominam este negócio, mas as suas classificações são indicadores de uma perceção mais realista, segundo muitos analistas. As classificações das outras três agências são as seguintes: Aa3 para a Moody’s (a melhor notação), A para a Fitch (ainda num patamar considerando pouco risco) e BBB+ para a Standard & Poor’s (já num patamar de algum risco), que atribuiu esta nova notação em abril passado.
No ranking de probabilidade de incumprimento num horizonte de cinco anos, divulgado pela CMA DataVision, Espanha ocupa o 10º lugar.
BCE desmente “não” a plano para Bankia
Segundo o Financial Times noticiava ao final da noite de ontem (29 de maio), o Banco Central Europeu (BCE) teria rejeitado a proposta do governo espanhol de injetar o socorro de 19 mil milhões de euros no grupo em que se insere o Bankia através de títulos soberanos que o BCE depois aceitaria como colateral para poder financiar o banco espanhol em apuros através das linhas a 3 meses do banco central.
A imprensa alemã foi muito crítica deste mecanismo desenhado pelo governo em Madrid, insistindo que Espanha deve seguir o trilho dos outros três membros da zona euro que já recorreram a planos de resgate. O articulista Stefan Ruhkamp, do Frankfurter Allgemeine Zeitung, chamou mesmo de “truques” às propostas da equipa de Mariano Rajoy.
Entretanto, num tweet de hoje de manhã (30 de maio), o BCE desmentiu a noticia do jornal inglês, mas dispôs-se a dar “aconselhamento” sobre o tema.
A situação de crise do sector bancário espanhol, de que o caso Bankia é a ponta do icebergue, tem levado a apelos para “medidas de âmbito europeu”. Terça-feira foi a vez da vice-presidente do governo espanhol lançar literalmente um grito de socorro: “Se a União Europeia (UE) não reforça a zona euro com algum tipo de mecanismo, não se trata de saber quem abandonou (o euro), mas sim da própria UE em si. O que é a UE sem o euro?”. E mais adiante Soraya Sáenz de Santamaría exclamaria: “Para os países que estão fazendo reformas há que encontrar uma fórmula de compensá-los, e não de castiga-los”.
Juros dos Bunds a 10 anos em novo mínimo e das OT em baixa
Entretanto, fruto das duas velocidades na perceção dos investidores sobre a zona euro, as yields (juros) dos Bunds, os títulos alemães, no prazo a 10 anos fixaram um novo mínimo, fechando terça-feira em 1,358%. No dia anterior haviam fixado um novo mínimo em 1,364%. São níveis de juros muito baixos que o Tesouro alemão tem de pagar para atrair investidores, que refletem a corrida, na Europa, a estes títulos considerados seguros. A procura de refúgio observa-se, ainda, na evolução das yields para o caso de França (que, ainda com oscilações semanais, têm mantido uma tendência de descida desde a primeira volta das eleições presidenciais em França), Estados Unidos, Reino Unido e Japão.
Os juros das obrigações do Tesouro (OT) português tiveram mais um dia de descida no mercado secundário. Os juros das OT a 2 anos desceram para 11,29% (tendo fechado na segunda-feira em 12%) e os das OT a 10 anos para 12,02%, segundo dados da Bloomberg. No caso dos dados fornecidos pela Reuters, que usa um benchmark diferente para o caso das OT a 2 anos, os juros, neste prazo, desceram para 6,67%.
Em virtude da descida dos juros no prazo a 10 anos, o prémio de risco da dívida portuguesa desceu ligeiramente para 10,66 pontos percentuais em relação à dívida alemã. Nas últimas 52 semanas, este prémio de risco variou entre um mínimo de 6,59 e 15,60 pontos percentuais. Nos últimos doze meses subiu 61,52%. Mas, desde o início do ano, baixou 7,7%, refletindo a diminuição da pressão sobre a dívida portuguesa, depois do pico de 30 de janeiro com o risco de incumprimento em 73% e os juros das OT a 10 anos a fecharem em 17,39%.
No entanto, a evolução da situação da crise bancária em Espanha e os resultados das eleições legislativas antecipadas na Grécia a 17 de junho poderão gerar fatores de stresse sobre a dívida portuguesa caso apontem para uma situação de agravamento da crise global da zona euro. O efeito de contágio está sempre presente.
Acto IV (30 de maio): As yields (juros) dos títulos alemães (Bunds) no prazo a 2 anos fecharam quarta-feira no mercado secundário com um novo mínimo descendo para 0,010%, segundo dados da Bloomberg. Uma quebra brutal de 76,19% em relação ao fecho de ontem (29 de maio), em 0,042%. Já ontem, para dados da Reuters, os juros dos Bunds a 2 anos fecharam em 0,021%.
Também os Bunds no prazo a 10 anos fecharam em novo mínimo, em 1,269%. Ontem haviam fechado em 1,359%.
O mesmo movimento de quebra está a verificar-se nas yields dos títulos do Tesouro norte-americanos que desceram para 1,627% às 18h30, um novo recorde em mínimos. Ontem fecharam em 1,74%.
A fuga dos investidores para títulos considerados seguros (como os Bunds e os títulos do Tesouro norte-americanos) é evidente.
Acto V (31 de maio): Risco de Espanha chega aos 40%. A probabilidade de entrada em incumprimento da dívida de Espanha num horizonte de cinco anos subiu quinta-feira, durante a tarde, para o nível recorde de 40,22%, segundo dados da CMA DataVision. Por essa razão, o país “ultrapassou”, durante abtarde, o estado norte-americano do Illinois e subiu para o 9º lugar no “clube” dos candidatos a uma bancarrota.
O custo dos credit default swaps (seguros contra o risco de incumprimento, acrónimo cds) subiu, durante a tarde, para 600 pontos base, um recorde também, um nível muito acima do patamar (então inferior) atingido pelo custo dos cds relativos à dívida portuguesa quando o pedido de resgate foi anunciado pelo governo português em abril de 2011.
A probabilidade de incumprimento acabaria por fechar em 40,19% e o custo dos cds desceria ligeiramente para 599,42 pontos base, o que permitiu a Espanha regressar ao 10º lugar no referido”clube”.
O mais incompetente da zona euro
O prémio de risco da dívida espanhola fechou quinta-feira em 5,36 pontos percentuais, ligeiramente abaixo do máximo de 5,39 pontos percentuais do dia anterior. O prémio de risco mede a diferença entre o nível de juros da dívida espanhola e o nível de juros da dívida alemã no prazo a 10 anos.
No entanto, as yields (juros) das obrigações espanholas (OE) no prazo a 10 anos permanecem abaixo da linha vermelha dos 7%, ao contrário do que sucedeu em Portugal quando o governo anunciou o pedido de resgate. Fecharam na quinta-feira em 6,56%, abaixo do valor de fecho do dia anterior (6,66%), segundo dados da Bloomberg.
Em virtude da condução da crise bancária espanhola, de que a ponta do icebergue é a questão da recapitalização do Bankia, a agência financeira Eurointelligence, de Londres, já considerou “o governo de Rajoy, de longe, o mais incompetente na zona euro”.
Maio muito penalizador para Espanha
O mês de maio revelou-se particularmente penalizador para Espanha. O risco de incumprimento “saltou” de menos de 34% para mais de 40%. O custo dos cds subiu de 478 pontos base para 599,42. E os juros das OE a 10 anos passaram de 5,77% para 6,56% (aproximando-se da linha vermeçha dos 7%). O prémio de risco subiu de 4,11 pontos percentuais para 5,36.
No início de maio, a Espanha estava fora do “clube” dos candidatos à bancarrota num horizonte de cinco anos; no final de maio está na 10ª posição, disputando o 9º lugar com o estado norte-americano de Illinois (o com maior probabilidade de incumprimento da federação norte-americana).
De uma hipótese avançada por algumas “Cassandras”, a probabilidade de Espanha ter de pedir algum tipo de intervenção de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional tornou-se opinião maioritária.