Qui 24 Nov 2011
Fiasco do leilão alemão custa €800 mil milhões — diário de bordo 451
Por JNR na secção Ciberardina na crise (do default) , crise[3] comentários
O efeito do fiasco do leilão de dívida na Alemanha foi o fator perturbador das bolsas nesta quarta-feira. Segundo o índice MSCI AC World Index, a quebra foi de 2,22%, o que equivaleu a perdas de mais de €800 mil milhões na capitalização bolsista mundial.
Esta semana é o segundo fiasco que provoca uma derrocada bolsista. Na segunda-feira fora a antecipação do fracasso do súper comité do Congresso norte-americano, um facto político que implicou, nesse dia, €840 mil milhões de perdas nas bolsas mundiais.
O fiasco alemão foi interpretado pelos investidores internacionais como um ponto de encruzilhada. E o governador do Banco central da Áustria (um país que tem estado, também, sob ataque cerrado da vaga especulativa) disse que considerava o acontecimento “um sinal de alarme”.
A quebra acumulada nestes três dias já vai em 4,8%, um valor superior ao que se perdeu em toda a semana de 14 a 18 de novembro, quando se começou a perceber que a crise das dívidas soberanas estava a alastrar para o próprio “centro” da zona euro. Então, as perdas somaram €1,45 biliões (€1450 mil milhões, ou 1,45 triliões na designação americana); agora, em apenas três dias, já vão em €1,75 biliões (€1750 mil milhões, ou 1,75 triliões na designação americana).
Novembro 26th, 2011 at 10:27
€1750 mil milhões, na designação americana, são 1,750 biliões e não triliões. Esta confusão é sistemática, em vários posts.
Novembro 26th, 2011 at 10:43
De modo algum. 1750 mil milhões ou 1,75 biliões na designação europeia usada em português de Portugal é o equivalente a 1,75 triliões (trilions na designação americana) ou 1,75 milhões de milhões. O trilion americano é traduzido por bilião em português de Portugal. 1,75 biliões na designação americana (bilions) são apenas 1750 milhões. O bilion americano é apenas mil milhões. 1 bilion são mil milhões, e não 1.000.000 milhões.
Novembro 27th, 2011 at 6:56
Tem razão, JNR, fiz confusão na designação americana. A continuação do bom trabalho.