O efeito do fiasco do leilão de dívida na Alemanha foi o fator perturbador das bolsas nesta quarta-feira. Segundo o índice MSCI AC World Index, a quebra foi de 2,22%, o que equivaleu a perdas de mais de €800 mil milhões na capitalização bolsista mundial.

Esta semana é o segundo fiasco que provoca uma derrocada bolsista. Na segunda-feira fora a antecipação do fracasso do súper comité do Congresso norte-americano, um facto político que implicou, nesse dia, €840 mil milhões de perdas nas bolsas mundiais.

O fiasco alemão foi interpretado pelos investidores internacionais como um ponto de encruzilhada. E o governador do Banco central da Áustria (um país que tem estado, também, sob ataque cerrado da vaga especulativa) disse que considerava o acontecimento “um sinal de alarme”.

A quebra acumulada nestes três dias já vai em 4,8%, um valor superior ao que se perdeu em toda a semana de 14 a 18 de novembro, quando se começou a perceber que a crise das dívidas soberanas estava a alastrar para o próprio “centro” da zona euro. Então, as perdas somaram €1,45 biliões (€1450 mil milhões, ou 1,45 triliões na designação americana); agora, em apenas três dias, já vão em €1,75 biliões (€1750 mil milhões, ou 1,75 triliões na designação americana).