Ter 5 Jul 2011
O dia em que a Moody’s empurrou a dívida portuguesa para “lixo” — diário de bordo 246
Por JNR na secção Ciberardina na crise (do default) , crise , Gestão do risco , Inteligência Económica , O novo capital financeiro[4] comentários
A Moody’s Investors Service acaba de anunciar a baixa da notação de risco da dívida de longo prazo portuguesa do patamar de Baa1 para Ba2. A descida do patamar Baa para o patamar Ba é a passagem pela ponte de uma situação de médio risco para uma situação de dívida “especulativa”, o que correntemente se designa por “lixo”.
A notação de Ba2, sendo especulativa, e admitindo a incerteza no pagamento da dívida soberana, não é, ainda, tão grave quanto a situação da Grécia que é já encarada como na zona de default provável. As notações de rating da Grécia são de Caa1, segundo a Moody’s, e de CCC, segundo a Standard & Poor’s e a Fitch, o que já está, apenas, a 2 níveis da notação de default.
A Moody’s é a primeira agência de rating a empurrar Portugal para o nível de “lixo”. Para a Standard & Poor’s e Fitch a notação está, ainda, no terreno de BBB-, que é de risco médio.
A Moody’s mantém uma perspectiva negativa de revisão futura da notação. O que deixa sobre o país uma ameaça similar à que ocorreu com a Grécia há meses atrás.
As razões da Moody’s: o cenário grego
As razões apontadas pela Moody’s para a baixa de notação e para a perspetiva negativa são claras:
1) o risco crescente de que Portugal necessitará de um segundo pacote de resgate (tal como já se negoceia para a Grécia) antes de poder ir financiar-se ao mercado privado;
2) a possibilidade crescente de uma participação do sector privado credor como um pré-requisito ( tal como está, também, a ser negociado para o caso grego);
3) a preocupação de que Portugal não será capaz de operar uma redução plena do défice orçamental.
O risco de default da dívida soberana portuguesa fechou hoje em 48,57%, estando em tendência de subida desde segunda-feira. Portugal conserva o 3º lugar no “clube” dos 10 países com maior risco de incumprimento.
As yields (juros implícitos) relativas às obrigações do Tesouro a 3, a 5 e a 10 anos fecharam em valores mais elevados do que os de ontem. No entanto, quer o risco quer os juros estão ainda a níveis inferiores aos máximos atingidos em junho.
Julho 5th, 2011 at 19:45
Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch ??!!
Mas querem nos comer por parvos ou anda tudo a comer do mesmo prato?
Quem são estes senhores americanos para andarem a pôr e dispor, a opinar e a enterrar países que não lhe dizem respeito. Se querem analizar, analisem os bancos americanos que foram a causa da crise que actualmente afecta o mundo. Gasta-se tanto dinheiro cá pela Europa, porque não criar cá (na Europa) uma agência de rating para cotar as nossas empresas bancos e Países?
Só porque estes senhores não ganharam o que estavam à espera sobre onde andam a investir dinheiro, toca a cota-los como bem lhes apetece para assim poderem continuar a lucrar milhões à custa do mal dos outros.
CHEGA!!! Os Americanos só têm poder porque nós deixamos, acaba-se a compra do petróleo em Dólares, pague-se em Euros que até vale mais, Não se autorize o uso de bases militares para que os seus aviões e navios possam fazer escala para assim poderem atacar países a seu belo prazer (sim não venham com a treta da LIBERDADE, pois dos muitos países que já visitei é o páis onde vi menos liberdade) se atacam é porque tem petróleo, não pelos direitos humanos, vão ver que ficam mais quietos lá pela terra deles. LÁ PORQUE A AMERICA ESPIRRA, A EUROPA E O RESTO DO MUNDO NÃO TÊM DE FICAR CONSTIPADOS. A EUROPA É UM CONTINENTE, A América do Norte É UM PAÍS COM 500 E POUCOS ANOS. Vamos deixar de ser mulas.
Julho 7th, 2011 at 15:46
Mais o que é isto de “lixo” meu, vamos aceitar estes insultos,cada país que dê conta de si, onde é que está a tal liberdade? já não basta a crise por si só, ser desgastante. agora temos que aturar este senhores que não são dono de nada, mais é nada mesmo, porque deste mundo nada se leva. um pensamento só pra meditação “QUANDO NASCEMOS ESTAMOS DE MÃOS FECHADAS, PORQUE NÃO TRAZEMOS NADA, E MORREMOS COM AS MÃOS ABERTAS, PORQUE DAQUI NADA SE LEVA”…..
Julho 7th, 2011 at 16:49
A “culpa” é de quem atribuíu tanto poder a esmpresas de rating, como a moody’s sobre a economia da zona euro e não só.
Se estas empresas qiserem fazer marcação cerrada a um qualquer país, como agora está Portugal, não há volta a dar.
Mesmo após as afirmações do presidente do Banco Central Europeu, embora tivesse havido uma pequena descida dos juros da dívida pública, amanhã e depois voltarão a subir.
A zona euro terá que ser enérgica e arranjar uma solução de forma a acabar com esta dependência a que estamos todos sujeitos…
Dependemos no limite, do estado de espírito (mood) com que acordarem os tipods da moody’s!
Que se lixem a Moody’s, a Finch e a Standard and Poors, que nos estão a tornar realmene poors, (pobres).
Outra cujo nome diz tudo…
Novembro 24th, 2011 at 11:31
[...] alinhamento com a decisão da Moody’s de 5 de julho passado, a agência de notação de um grupo financeiro francês decidiu baixar o rating da dívida [...]