Janeiro 2011
Monthly Archive
Sáb 15 Jan 2011
Ainda que menos mediatizadas, as yields (juros implícitos no mercado secundário) relativas aos títulos alemães (Bunds) a dez anos regressaram desde quarta-feira a valores acima de 3%. Estes juros implícitos são a referência na zona euro.
Se eles sobem, os países com juros mais elevados na zona euro (como Grécia, Irlanda, Hungria e Portugal), aliviam os spreads (diferenças entre os juros), mas é um mau sinal, significando que aumentou o “sentimento” de preocupação dos grandes investidores com a dívida alemã.
Por outro lado, além-Atlântico, nos Estados Unidos, o debate vai quente em torno da questão se as municipalidades – mais até do que os estados – correm para o default.

Um sinal de alarme foi dado pelo facto das yields relativas às obrigações municipais (munis) a 30 anos – que têm notação de rating triplo A, a máxima, acima de qualquer suspeita – terem disparado para 5,01% esta semana, segundo a Thomson Reuters Municipal Market Data (ver gráfico acima publicado pelo The Wall Street Journal). A última vez que as yields subiram para o patamar dos 5% foi em janeiro de 2009, durante a crise financeira.
Entretanto o estado de Illinois ocupa o 9º lugar no TOP 10 mundial do risco. Vários outros estados da federação americana (nomeadamente Califórnia, Nova Iorque, Nova Jersey e Michigão) estão no corredor de acesso a este “clube”, ainda que disputem a subida com vários países europeus (como a própria Espanha, Roménia, Croácia, Bulgária, Letónia, Lituânia e Islândia) e com alguns asiáticos (como o Vietname) e do Médio Oriente (Iraque e Líbano).
Sex 14 Jan 2011
Daqui a um ano, a Índia vai conseguir crescer mais do que a China, segundo as projeções do Banco Mundial divulgadas esta semana. Beijing verá a taxa de crescimento descer para 8,4% e Nova Deli vai subir para 8,7%.
A concretizar-se vai ser uma das inversões mais significativas deste começo de década. Em 2012, a Índia poderá ter uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem de 8,7%, enquanto a China se ficará por 8,4%, segundo as projeções divulgadas pelo Banco Mundial no seu relatório Global Economic Prospects (GEP) 2011, divulgado esta semana.
A China, entre as grandes potências, tem liderado o crescimento com taxas na ordem dos 9-10% ao ano. O ano de 2009 fechou com uma taxa de crescimento de 9,1% e o ano de 2010 deverá ter alcançado uma taxa de 10%, segundo as estimativas do Banco Mundial. No entanto, o crescimento da China deverá arrefecer em 2011 e 2012. O relatório GEP aponta para uma desaceleração para 8,7% em 2011 e a continuação da desaceleração no ano seguinte com uma taxa ainda mais baixa, de 8,4%, mas ainda assim acima dos 8%, o número mágico considerado pelos políticos de Beijing como uma linha vermelha abaixo da qual a China não poderá descer.
A Índia tem tido taxas de crescimento do PIB inferiores às da China – em 2009 cresceu 7,7%, mas em 2010 já se aproximou, com uma estimativa de 9,5%. Este ano deverá desacelerar como no seu vizinho do norte, baixando o nível de crescimento anual para 8,4%, mas em 2012, ao contrário da China, a taxa de crescimento será mais elevada, projetando-se 8,7%.
Para Soumodip Sarkar, oriundo de Jamshedpur e licenciado em Economia pela Universidade de Calcutá, professor no Departamento de Gestão da Universidade de Évora, há que evitar “tirar muitas conclusões” sobre estas projeções num tão curto espaço de anos. No entanto, Sarkar refere: “De facto o modelo económico – se é que podemos considerar uma democracia corrupta e cheia de ruído como um “modelo” – da Índia, a longo prazo, direi a 10 ou 20 anos, é muito mais sustentável do que o modelo de economia de mercado “controlada” e comandada de Beijing. Logo que a qualidade e a quantidade da infraestrutura da Índia melhore, não terei dúvidas de que o crescimento económico irá registar valores ainda muito mais elevados”.
Sex 14 Jan 2011
A tendência contínua de baixa do risco de default (incumprimento da dívida soberana) mantém-se desde terça-feira. A probabilidade de bancarrota num horizonte de cinco anos dos seis países da zona euro – Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e Bélgica – sob observação dos mercados da dívida diminuiu hoje pelo terceiro dia consecutivo.
Este grupo de seis países liderou inclusive os movimentos de descida do risco entre os 80 países monitorizados diariamente pela CMA DataVision. Um sinal claro de focalização na zona euro, melhorando o “sentimento” dos investidores internacionais na dívida soberana.
Portugal desceu abaixo do patamar dos 500 pontos base no custo dos credit default swaps (que funcionam como seguros contra o risco de incumprimento) e confirmou a quebra acentuada – de um máximo de 38,56% na segunda-feira para 34,79% no fecho de quinta-feira. Uma descida que se acentuou na quarta-feira depois dos resultados do leilão de dívida realizado pelo IGCP (Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público) que colocou €1.249 milhões com maturidades a 4 e 10 anos, uma operação que, globalmente, foi considerada positiva.
Dois leilões positivos em Madrid e Roma
Também a Espanha teve uma boa performance esta quinta-feira com o risco a baixar para menos de 24% e o país a conseguir descer para o 10º lugar do “clube” mundial dos dez de maior risco, empurrando para cima o estado americano do Illinois (o de situação de risco mais elevada nos Estados Unidos).
Este comportamento de melhoria das condições de crédito esteve ligado ao leilão de dívida realizado pelo Tesouro espanhol que conseguiu colocar pela manhã €2.999,8 milhões em bonos (títulos) com maturidade a cinco anos a uma taxa de juro inferior à yield praticada no mercado secundário, uma operação que, também, foi considerada positiva. A bolsa de Madrid refletiu este otimismo sendo a única na Europa com um crescimento do seu índice de referência, o Ibex 35, acima de 2,5%.
O leilão de buoni poliennali (títulos plurianuais) do Tesouro italiano a 5 e 15 anos, colocando no total €6 mil milhões com taxas abaixo das yields no mercado secundário, foi, também, considerado positivo. O risco de Itália tem, também, estado a descer, situando-se pouco acima dos 17%, e longe do corredor de acesso ao “clube” de maior risco onde estão os outros quatro colegas da zona euro. O risco italiano voltou a situar-se acima do risco belga, fruto de um movimento mais acentuado de descida do risco do reino do “centro” da Europa em impasse político há sete meses após eleições legislativas e com ameaças de separatismo. Maria Cannata, diretora do Tesouro italiano, afirmou, antes do leilão, ao jornal Les Echos que o seu país pretende projetar-se como uma “posição intermédia” entre o coração da Europa e a periferia em termos de dívida soberana. Itália, sublinhe-se, é o maior emissor de dívida na Europa.
As yields (juros implícitos) dos títulos públicos no mercado secundário nas maturidades a cinco e a dez anos têm também estado, em regra, em baixa para o grupo referido de seis países. No caso das Obrigações do Tesouro portuguesas, mantiveram-se em 5,66% nas maturidades a cinco anos e baixaram para 6,75% nas a dez anos, segundo dados da Bloomberg.
Pressão de “crise iminente” desincha
Esta desaceleração da pressão sobre Portugal, Espanha, Itália e Bélgica, e em particular sobre Lisboa, desativou o clima de início da semana de crise iminente (como ocorrera em maio e novembro) e estará a permitir uma preparação menos tensa das reuniões em Bruxelas dos ministros das Finanças do Eurogrupo (só zona euro, agora com 17 membros, com o ingresso recente da Estónia) e do Ecofin (dos 27 membros da União Europeia) nos dois primeiros dias da próxima semana.
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu, entretanto, manter a sua taxa diretora de juros em 1%, um valor anormalmente baixo, e o Banco de Inglaterra manteve, também, a sua taxa diretora em 0,5% (um valor ainda mais baixo do que o do BCE) e o seu programa de “alívio quantitativo” (quantitative easing, no jargão técnico em inglês) até um montante de 200 mil milhões de libras (€237,4 mil milhões).
Qua 12 Jan 2011
Colocação de dívida a 10 anos fica abaixo da yield no mercado secundário e abaixo da taxa paga na emissão anterior de novembro. Taxa média das Obrigações do Tesouro a 10 anos ficou em 6,719% no momento em que os juros no mercado secundário estavam em 6,86%, segundo dados da Bloomberg. Risco português situa-se agora nos 36,96% abaixo do valor de fecho de ontem.
O IGCP (Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público) realizou pelas 10h30m um leilão de Obrigações do Tesouro (OT) com maturidades em outubro de 2014 e em junho de 2020, num montante indicativo global entre €750 e 1250 milhões, numa primeira fase competitiva.
Segundo comunicado do IGCP, a emissão colocou €650 milhões em OT com maturidade para Outubro de 2014 (mais de 3 anos) a uma taxa média ponderada de 5,396%. Superior à taxa na emissão de 27 de outubro para maturidade em outubro de 2014 (4 anos) que foi de 4,041% e à de setembro de 2010 para maturidade em setembro de 2013 (3 anos) que foi de 4,086%. Nesta vertente, houve um agravamento nítido desta colocação a mais curto prazo, indicando que os investidores colocam Portugal numa zona risco num horizonte mais curto, como tem sido óbvio no facto de Portugal estar em 5º lugar no “clube” dos 10 de maior risco num horizonte a cinco anos. As yields (juros implícitos) para OTs a 3 anos no mercado secundário estão em 4,77%. A bid to cover na procura de hoje foi de 2,6, inferior ao 2,8 anterior, mas mesmo assim robusto, segundo os analistas.
O leilão colocou, ainda, uma emissão de €599 milhões em OT com maturidade para Outubro de 2020 (cerca de 10 anos) com uma taxa média ponderada de 6,716%, manifestamente abaixo da taxa realizada na anterior emissão de OTs a 10 anos lançada em 10 de novembro (antes do pedido formal de Dublin para a intervenção do Fundo Monetário Internacional e de Bruxelas) que se situou em 6,806% e da yield no mercado secundário para OTs com essa maturidade que estava em 6,86% à hora da emissão (ao fecho da manhã situava-se nos 6,80%). A bid to cover, neste caso, na procura de hoje foi ainda mais elevada do que na emissão a 4 anos: 3,2, inclusive superior aos 2,1 anteriores.
O que pode ser interpretado como o IGCP tendo passado o “teste” de mercado nestas emissões a longo prazo e, como refere a Markit, permitido a Lisboa “ganhar algum tempo”, apesar das previsões do Banco de Portugal para uma recessão superior a 1% em 2011 não serem tranquilizantes.
O risco de default (incumprimento da dívida soberana) do país tem estado a descer durante a manhã em relação ao fecho de ontem. Na hora do fecho do leilão estava em 36,70% face a 37,86% no fecho de ontem. No fecho da manhã estava ligeiramente acima da hora do leilão, nos 36,96%.
A baixa das yields no mercado secundário do caso português e dos restantes membros do grupo de seis sob observação deve-se, em larga medida, às intervenções realizadas, ontem, pelo Banco Central Europeu, e largamente comentadas nos media financeiros. Segundo a Markit tais intervenções ocorreram, também, hoje, antes do leilão português.
Próximos testes
Amanhã decorrem leilões em Espanha e em Itália. O Tesouro espanhol emitirá bonos a 5 anos num montante de 3 mil milhões e o Tesouro italiano buoni poliennali com maturidades para 2015 e 2026, pretendendo colocar no mercado um total de 4 a 6 mil milhões de euros.
Sáb 8 Jan 2011
Portugal seguido da Bélgica são os dois países com o pior desempenho desde o final do ano. A probabilidade de default (incumprimento) da dívida soberana agravou-se em mais de 2 pontos percentuais no caso português e em dois pontos percentuais no caso belga. Também, em termos de yields (juros implícitos) dos títulos do Tesouro no mercado secundário, Portugal viu o nível agravar-se em meio ponto percentual e a Bélgica ficou a seguir.
A semana assistiu à fixação de três novos máximos em termos de risco de default para o caso de Irlanda, Portugal e Espanha.
Os seis países da zona euro sob observação fecharam a semana com os seguintes níveis de risco de incumprimento: Grécia com 59,44%, Irlanda com 42,91%, Portugal com 38,22%, Espanha com 27,26%, Itália com 20,2% e Bélgica com 19,94%, segundo dados da CMA DataVision.
Novo máximo desde a adesão ao euro
Em termos de juros implícitos de obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário, Portugal fixou novo máximo desde a adesão ao euro com o nível de 7,1%, acima da linha vermelha fixada pelo ministro das Finanças.
Na próxima semana há uma emissão de títulos gregos com maturidade a 26 semanas (ainda em 2011) no dia 11 de janeiro, apesar de Atenas estar “intervencionada” por Bruxelas e pelo Fundo Monetário Internacional, um leilão de obrigações do Tesouro português no dia 12 e um outro leilão de bonos do Tesouro espanhol no dia 13.
Três dores de cabeça
O final da semana está a ser marcado por três factos que revelam o contexto dos problemas europeus no campo da dívida soberana e privada e que influenciam a perceção e o comportamento dos grandes investidores:
- O presidente do Banco Central Europeu (BCE) declarou a deputados alemães que o BCE não se pode substituir aos governos na gestão da crise da dívida. Jean-Claude Trichet, o seu presidente, quer recusar transformar o banco central num bad bank;
- A Comissão Europeia lançou um documento de mais de 100 páginas para consulta pública até 3 de março, onde coloca a questão dos credores partilharem futuros resgates do sistema financeiro, pondo fim à “lei” dos bancos demasiado grandes para falir;
- A agência de notação Standard & Poor’s (S&P) vai proceder a uma revisão do sistema de rating dos bancos. A agência admitiu que em relação a “aproximadamente metade dos grandes bancos” poderá haver alterações de critério que se traduzirão em baixas de notação “habitualmente” de um escalão. Previsões da S&P apontam para que menos de 20% das entidades com rating de A-1 ou superior poderão ver a notação baixar.
As listas de classificação
O ranking da CMA DataVision para o “clube” dos 10 de maior risco é, agora, o seguinte, por ordem decrescente de probabilidade de default: Grécia: 59,44%; Venezuela: 52,20%; Paquistão; 45,40%; Irlanda; 42,91% (novo recorde); Portugal: 38,22 (novo recorde); Argentina: 34,16%; Ucrânia: 28,9%; Espanha: 27,26%; Illinois: 26,77% e Dubai: 25,49%.
No corredor de acesso a este “clube” estão os seguintes países, por ordem decrescente de nível de risco: Hungria, Estado americano da Califórnia, Iraque, Vietname, Itália, Bélgica, Islândia, Líbano, Roménia, Líbano e Croácia.
Em termos de níveis de yields no mercado secundário para os seis países da zona euro referidos, a lista é a seguinte, por ordem decrescente para os títulos públicos com maturidades a dez anos: Grécia com 12,6%; Irlanda com 9,07%; Portugal com 7,1% (novo máximo); Espanha com 5,51%; Itália com 4,8% e Bélgica com 4,13%. Os juros relativos aos Bunds (títulos alemães, que servem de referência na zona euro)a 10 anos estão em 2,87% e os relativos aos títulos do Tesouro americanos com a mesma maturidade estão em 3,32%, segundo dados da Bloomberg.
Sex 7 Jan 2011
O dia de Reis trouxe dois brindes amargos. Os juros implícitos no mercado secundário das obrigações do Tesouro a 10 anos voltaram a pisar a linha vermelha dos 7% e a probabilidade de incumprimento atingiu novo máximo, acima de 37%.
A época dos Reis Magos não poderia terminar da pior forma. Portugal voltou a estar quinta-feira (6 de janeiro) sob fogo cerrado dos especuladores na dívida soberana.
A probabilidade de default (incumprimento) da dívida soberana portuguesa num horizonte de cinco anos é, agora, estimada em 37,34%, um novo recorde, superior ao anterior máximo em 30 de novembro, segundo o monitor da CMA DataVision. Trata-se de um agravamento de um 1,6 pontos percentuais em relação ao dia anterior, o segundo maior de quinta-feira, depois do agravamento da perceção de risco sobre a Bélgica.
Apesar deste agravamento, Portugal desceu no ranking do TOP 10 mundial do risco de default para 5º lugar, empurrado pelo facto de a Irlanda ter baixado para 4º lugar, em virtude de um salto brusco na degradação da situação do Paquistão que subiu de 6º para 3º lugar, dado o agravamento da situação política interna na sequência do assassinato do governador do Punjab.
A sentença da sondagem da Reuters
Por outro lado, as yields – juros implícitos – das Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos no mercado secundário pisaram, de novo, o risco dos 7% durante o dia, tendo estado a negociar em 7,03%, e acabaram por fechar nos 6,96%, acima dos 6,65% no fecho de quarta-feira, segundo dados da Bloomberg. A linha vermelha dos 7% voltou á ribalta, o que já não acontecia desde novembro passado, quando se fixou o máximo de 7,03% no dia 10 desse mês. Também, os juros das OT a 5 anos regressaram ao nível dos 6%, o que, também, já não sucedia desde novembro.
A sondagem realizada pela Reuters antes da emissão dos Bilhetes de Tesouro na quarta-feira e divulgada quinta-feira é um eco do sentimento dos grandes investidores. Um total de 44 em 51 analistas ouvidos a respeito de uma pergunta extra na sondagem mensal daquela agência de informação financeira consideravam que “Portugal acabará por ser obrigado a pedir ajuda externa”. Este sentimento é expresso a menos de uma semana da primeira emissão de Obrigações do Tesouro de 2011 pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público.
Espanha e Bélgica também em foco
O movimento de degradação das condições de crédito estendeu-se, hoje, particularmente a dois casos na zona euro – Espanha que passou de 25% para quase 27% de risco de default e da Bélgica que subiu de 18% para 19,05% de risco.
O agravamento do risco de Espanha ressentiu-se, logo, no nível de juros implícitos das Obligaciones del Estado (OE) a 10 anos que subiram, de novo, acima dos 5,45%. E, apesar do anúncio de que a China poderá estar interessada em adquirir 6,5% do programa de financiamento da dívida espanhola ao longo de 2011 – uma notícia no El Pais divulgada por fonte governamental no final da visita a Madrid do vice-primeiro-ministro chinês Li Keqiang. O Tesoro Público espanhol procede, também, na próxima semana à primeira operação de emissão de bilhetes (bonos del Estado com maturidades a 2, 3 e 5 anos) e na semana seguinte de OE (com maturidades superiores).
O agravamento da situação política interna da Bélgica, sem governo há sete meses depois das eleições legislativas, fez “aproximar”, pela primeira vez, o nível de risco da Bélgica à Itália, estando ambos no patamar dos 19%. Os dois partidos flamengos, o NV-A e o CD&V, rejeitaram as negociações sobre a reforma do estado belga propostas por um mediador.
O patamar dos 19%, ainda, não torna esses dois países candidatos à entrada no “clube” dos 10 mais onde estão Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha. Com níveis de risco mais elevados do que a Bélgica e Itália está um conjunto de países do leste da União Europeia, com a Hungria à cabeça.
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