O indicador de probabilidade de incumprimento da dívida soberana divulgado pela CMA Datavision assinalava hoje (30/03) que Dublin alcançou um risco de 11,89%, um valor superior ao português que fechou nos 11,73%. A situação da Grécia continuou a agravar-se desde segunda-feira, tendo subido para o 7º lugar entre os dez de maior risco do mundo.

O conjunto dos denominados PIIGS (designação pejorativa para Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha que corre nos meios financeiros) viu, de novo, agitar-se o mercado dos credit default swaps (cds) relativos à dívida soberana desses países.

O indicador de probabilidade de incumprimento da dívida, usado pela CMA DataVision, subiu em todos eles, com particular destaque para a Grécia que voltou a entrar numa tendência altista acentuada, voltando a ultrapassar, desde ontem, a Letónia e a Islândia, situando-se, de novo, no 7º lugar no grupo dos dez com maior risco de bancarrota, e apesar da situação desses dois países nórdicos se ter agravado também. A Grécia voltou a valores superiores a 330 pontos base (pb) em termos de preço dos cds. De sexta-feira para hoje, a Grécia subiu do 9º para o 7º lugar e, em termos de pontos base, aumentou de 13%. A probabilidade de default subiu para mais de 25%.

Os mercados financeiros ligados à dívida soberana continuam a manifestar grande desconfiança em relação a esse grupo de cinco países, com a novidade, hoje, da Irlanda ter ultrapassado Portugal no risco de default e no preço dos cds relativos a títulos do estado a cinco anos. A Irlanda fechou com um risco de incumprimento de 11,89% contra 11,73% para o caso português. Em termos de preço dos cds, este fechou acima dos 141 pb para a Irlanda e ligeiramente acima dos 140 pb para Portugal.

Também a Espanha viu o preço dos cds subir para mais de 115 pb e a Itália para mais de 113 pb. Estes dois países têm, no entanto, riscos de incumprimento inferiores a 10%, estando ainda distanciados dos casos irlandês e português, os “colegas” mais próximos.

A nível bolsista, Atenas fecha há dois dias no negativo, com uma quebra superior a 2% hoje (30/03). Ontem, a bolsa irlandesa fechou com uma quebra de 1,7%. Hoje, as bolsas portuguesa, irlandesa, italiana e espanhola fecharam ligeiramente no vermelho.