Seg 11 Jan 2010
Os campeões e os perdedores na bolsa americana na última década
Por JNR na secção Gestão do risco , História Económica , Inteligência Económicaainda sem comentários
A radiografia das valorizações bolsistas e das quedas catastróficas em Wall Street na década que findou (2000-2009) ficou marcada por uma economia a duas velocidades, com 61 sectores no positivo e 39 no vermelho.
Segundo o estudo realizado pelo analista americano Mark J. Lundeen ao comportamento do índice norte-americano Dow Jones Industrial Average (DJIA) relativo aos preços semanais de fecho das acções em 100 sectores em bolsa durante a primeira década do século XXI, o melhor e o pior pode ser agrupado em dois grupos de 10 campeões das capitalizações e 10 grandes perdedores.
Apesar do crash do Nasdaq logo em 2000 e da correcção ocorrida entre finais de 2007 e Março de 2009, dez sectores revelaram-se verdadeiros campeões dos ganhos em bolsa. O mais extraordinário salto foi o do sector do carvão, cujas empresas cotadas se valorizaram 919,94%!, ou seja quase 100% ao ano.
Seguem-se no clube dos supervalorizados, o sector dos tabacos (296,07%, benefícios dos malefícios de um vício), o minério de cobre (285,57% por libra de peso), a onça de ouro (279,16%), os caminhos-de-ferro (225,06%), o sector da mineração dos minerais não-ferrosos (218,34%), a onça de prata (213,33%), os fornecedores de serviços de cuidados de saúde (206,86%), as utilitites do sector da água (188,32%) e a construção e engenharia (164,59%).
Na cauda da listagem do estudo, entre os que tiveram quebras de capitalização superiores a 62%, há uma galeria de dez sectores com recordes no vermelho: seguros gama completa (94,41%), telemóveis (87,88%), construção automóvel (76,17%), tecnologias de comunicação (72,74%), produtos de entretenimento (65,88%), publicidade (64.6%), equipamentos electrónicos (63,89%), linhas aéreas (63,67%), companhias de telefones fixos (62,38%) e mineração de alumínio (62,24%).