Não me vou pronunciar sobre os aspectos científicos, técnicos e de políticas sobre a magna questão. Deixo isso para os especialistas dos dois lados do Rubicão fracturante em que o clima se tornou.

Interessam-me os sinais. A olhar para os títulos mais repetidos nos media fica uma ideia básica: assistimos ao primeiro braço de ferro entre as duas superpotências desta primeira metade do século XXI. Estados Unidos e China foram, nestes dias, o G2 que monopolizava as manchetes e as breaking news.

À última da hora, a secretária de Estado Hillary Clinton tirou da cartola de Obama uma última proposta, cuja primeira reacção dos chineses foi positiva, segundo a Reuters.

Resta saber se, para além das finanças em jogo, os chineses aceitarão o princípio da “transparência”, da verificação transnacional, uma concessão política à globalização das instituições que pode ser um tiro mortal (arrisco) sobre um dos princípios do totalitarismo, o seu excepcionalismo em matéria de audit independente.

Segue para a ponta final, hoje.