A onça de ouro fechou hoje nos 1019,40 dólares, ultrapassando o anterior máximo histórico e revelando uma continuada corrida a este metal face a incertezas sobre a retoma por parte dos investidores e devido à depreciação das moedas nos países ultra-endividados e que prosseguem pacotes de estímulos e de aumento da massa monetária.

O dólar voltou hoje a desvalorizar valendo menos de 68 cêntimos de euro, estando ao nível do câmbio dos princípios de Agosto de há um ano.

O patamar psicológico dos 1000 dólares por onça havia sido ultrapassado durante três dias em Março de 2008 durante a crise do banco americano Bear Stearns, tendo atingido um máximo nominal de 1011,25 dólares em 17 de Março de 2008, no dia seguinte ao fim de semana em que a negociação de venda daquele banco foi realizada.

O preço médio anual da onça de ouro foi de 871,96 dólares em 2008 e o valor médio dos primeiros oito meses de 2009 situou-se nos 921,78 dólares.

Contudo, em termos reais o actual máximo histórico nominal está ainda longe dos valores atingidos em Janeiro de 1980 (decorria, então, o caso dos reféns americanos no Irão) quando a onça atingiu em termos nominais 850 dólares, o que equivale a 2200 dólares hoje.