Seg 17 Ago 2009
O maior embuste durante a crise de 2008 – diário de bordo 26
Por JNR na secção História Económica , Inteligência Económica , O novo capital financeiroainda sem comentários
Analista inglês acusa a Reserva Federal e o Tesouro americanos de lançarem o maior embuste de 2008 quando ergueram o espantalho da deflação. Uma operação que custará várias vezes mais do que o vírus do ano 2000, que foi classificado pelo The Wall Street Journal como “o embuste do século”.
“O alarme de deflação foi a maior mentira do recente Grande Pânico de 2008”, afirma o analista inglês Adrian Douglas, fundador da consultora InnovoMark e criador de uma metodologia de análise financeira conhecida por Market Force Analysis, numa entrevista que pode ser lida aqui (em inglês). Compara-o ao grande embuste do vírus do ano 2000, só que implicando um custo várias vezes superior ao do final do século XX.
Douglas alega que foi um pretexto hábil, no ano passado, da parte da Reserva Federal (FED) e da secretaria de Tesouro americanas para ter “acesso à máquina” electrónica de gerar dinheiro sem autorização do Congresso americano e sem que “o mundo descobrisse repentinamente que os Estados Unidos se tinham transformado numa autêntica República de Weimar” com o hiper-alavancado sistema financeiro americano falido (a pirâmide de derivados era em Junho de 2008 onze vezes o PIB mundial e em final do ano passado ainda valia 10 vezes, segundo os dados mais recentes disponibilizados pelo Bank for International Settlements) e o dólar hiperinflacionado (na realidade, segundo cálculos do analista Mark J. Lundeen o dólar deveria valer quase 1/4 do que vale, se a massa monetária existente tivesse de estar suportada pelas reservas de ouro americanas, o que não está desde 1971).
A história do período quente de Setembro-Outubro de 2008, após a falência do Lehman Brothers (que fará um ano a 15 de Setembro próximo), só, agora, começa a ser feita, como no livro ‘In Fed We Trust’ da autoria de David Wessel.
Adrian Douglas alega, por isso, que o cenário de hiperinflação nos EUA continua em cima da mesa: “é uma bomba a contra-relógio”.