É o segundo azar que o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, tem por motivos chineses. Agora foi a vez de uma plateia de alunos da universidade de Beijing dar uma gargalhada monumental quando Tim tentou, com ar sério, garantir à plateia que a sua política prossegue o objectivo de um dólar forte e que as reservas chinesas em dólares e as aplicações em títulos e obrigações americanas não correm qualquer risco.

No dia em que o dólar caiu para 70% do valor do euro, continuando num ciclo descendente desde Março deste ano, Geithner cumpria calendário na universidade de Pequim durante a sua visita à China, onde se encontrará ao mais alto nível com o presidente Hu Jintao e com o primeiro-ministro Wen Jiabao. Geithner frequentara aquela universidade quando estudante de mandarim nos anos 1980.

As autoridades chinesas provavelmente não se rirão na cara de Geithner. Este tem para lhes dar, em troca do zeloso papel de credor do Tio Sam, uma oferta tentadora: o apoio dos EUA a um papel mais relevante da China no Fundo Monetário Internacional (FMI). O que é controverso para os anteriores parceiros privilegiados dos EUA no FMI – os países europeus, que terão de perder peso em votos.

O primeiro azar de Geithner com temas chineses pode ser lido aqui sobre a sua gafe de 25 de Março.