É de 42% a actual correcção em curso no Dow Jones Industrial Average (DJIA) desde o pico do actual ciclo bolsista há um ano. Trata-se da nona maior queda do índice americano desde 1885 e a quarta maior desde o crash histórico de 1929-1932. É a maior desde 1974 no DJIA.

A queda actual já ultrapassou o «crash» de 1987 (35%) e o de 2001/2002 (38%). Com o índice nos 8175,77 pontos, na abertura (27/10/08) da última semana negra de Outubro de 2008, a quebra foi efectivamente de 42% desde o máximo em 15 de Outubro de 2007 com um valor de 14.093,08 pontos, segundo a Barron’s.

Por ordem decrescente de correcção bolsista, o «ranking» das quebras do DJIA desde 1885 é o seguinte, segundo o estudo de Mark J. Lundeen: 89,16% em 1932 (ponto mais baixo do «crash» iniciado em 1929); 51,51% em 1942; 47,79% em 1907; 46,94% em 1938; 44,92% em 1921; 44,86% em 1974; 44,77% em 1896; 44,66% em 1903.

Tripla assinatura

Se compararmos o período que vai de 1917 a 1945 (segundo os especialistas dos ciclos longos a parte descendente da anterior onda de Kondratieff) verificamos terem ocorrido três grandes «crashes» bolsistas: o mais célebre entre 1929 e 11 de Julho de 1932 (a maior quebra de sempre no DJIA, desde que o índice foi criado em 1885); um segundo que terminou em 4 de Abril de 1938 e outro que terminou a 27 de Abril de 1942.

Poderá, agora, neste período depois do pico de 1973, estar a ocorrer uma tripla assinatura similar, com os «crashes» mais severos de 1987, 2000-2001 e 2008? Ainda que com uma diferença: o de 1929 foi o mais severo; o de 1987, curiosamente, foi o menos severo da série de três.

O que deixa outra conclusão bizarra: apesar da parafernália de intervenções públicas, a intensidade do «crash» foi subindo dos anos 1980 para os 2000, ao contrário do que sucedeu nos anos 1920 a 1940.